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PF quebra sigilos de Edir Macedo em investigação sobre supostas fraudes no Banco Digimais

PF quebra sigilos de Edir Macedo em investigação sobre supostas fraudes no Banco Digimais

Operação Miragem apura manipulação de dados financeiros e bloqueou mais de R$ 670 milhões em bens dos investigados

Por: Redação

23/06/2026 às 09:44

Imagem de PF quebra sigilos de Edir Macedo em investigação sobre supostas fraudes no Banco Digimais

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Miragem, que investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Digimais. Entre os alvos das medidas autorizadas pela Justiça está o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e controlador da instituição financeira.

A decisão judicial determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 18 investigados, incluindo Edir Macedo, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo.

 

PF apura suposta manipulação contábil

Segundo a investigação, os envolvidos teriam utilizado mecanismos para alterar demonstrativos contábeis e registros regulatórios com o objetivo de apresentar uma situação financeira mais favorável do que a realidade do banco.

A Polícia Federal suspeita que a estratégia teria sido usada para ocultar problemas financeiros da instituição, facilitar operações consideradas irregulares e dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização.

 

Justiça bloqueia mais de R$ 670 milhões

Além das buscas e da quebra de sigilos, a Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de bens dos principais investigados.

O valor ultrapassa R$ 670 milhões, montante que, segundo a PF, corresponde ao suposto ganho patrimonial obtido por meio das irregularidades apuradas.

De acordo com a corporação, Edir Macedo não foi alvo de mandado de busca porque reside fora do Brasil.

 

Banco e executivos estão entre os investigados

Entre os alvos das buscas estão executivos, gestores e empresas ligadas ao Banco Digimais, além da própria instituição financeira e de uma corretora vinculada ao grupo.

Também foram autorizadas quebras de sigilo envolvendo fundos de investimento, empresas de participação e pessoas físicas apontadas como integrantes da estrutura investigada.

 

Crimes investigados

Os investigados poderão responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Entre as suspeitas estão gestão fraudulenta de instituição financeira, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação.

A Operação Miragem teve como base informações produzidas pelo Banco Central e segue em andamento.

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