Gleisi age para barrar projeto que equipara facções a terroristas
Ministra tenta convencer aliados na Câmara a segurar votação na CCJ e enfrenta resistência do centrão e da oposição
Por: Redação
06/11/2025 às 11:47
● Atualizado em 07/11/2025 às 07:55

Foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, entrou em campo para tentar barrar o avanço do projeto de lei que equipara facções criminosas a grupos terroristas. Segundo apuração da coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, Gleisi ligou na quarta-feira (5/11) para o líder do Republicanos, Hugo Motta (PB), e para outros líderes partidários com o objetivo de evitar que o texto fosse votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara .
A articulação surtiu efeito: Motta pediu ao presidente da CCJ, Paulo Azi (União-BA), que suspendesse a análise da proposta. Azi confirmou à coluna que decidiu segurar o debate até ouvir o próprio presidente da Câmara sobre o encaminhamento do tema .
O projeto é visto por parte do Congresso como uma resposta ao avanço do crime organizado, especialmente após a megaoperação no Rio de Janeiro que deixou mais de cem mortos. Já o governo federal, por meio de Gleisi, tem se manifestado “terminantemente contra” a proposta, alegando que ela poderia gerar distorções jurídicas e abrir brechas para criminalizar movimentos sociais .
A movimentação da ministra gerou forte reação entre parlamentares da oposição e da bancada da segurança pública, que acusam o Planalto de tentar proteger facções criminosas. A tendência é que o tema volte ao centro da disputa política nas próximas semanas, com pressão crescente da opinião pública após a tragédia nas comunidades cariocas.
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