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Governo determina suspensão de transmissões ao vivo do Discord no Brasil

Governo determina suspensão de transmissões ao vivo do Discord no Brasil

ANPD ordena interrupção das lives da plataforma em até três dias e cobra medidas para reforçar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital

Por: Redação

12/08/2026 às 16:55

Imagem de Governo determina suspensão de transmissões ao vivo do Discord no Brasil

Foto: Divulgação

O governo federal, por meio da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), determinou a suspensão das transmissões ao vivo e de outros recursos de compartilhamento de vídeo do Discord no Brasil. A decisão deverá entrar em vigor em até três dias e permanecerá válida até que a plataforma comprove a adoção de mecanismos considerados suficientes para proteger crianças e adolescentes. A medida prevê multa diária em caso de descumprimento, cujo valor ainda será definido.

Segundo a ANPD, o processo de fiscalização foi aberto após a morte de uma adolescente de 13 anos, em Naviraí (MS). Inicialmente, o Discord recebeu prazo para apresentar informações sobre os mecanismos de verificação de idade, remoção de conteúdos ilegais e procedimentos de comunicação de casos graves às autoridades. O órgão também passou a avaliar como a plataforma impede que menores tenham acesso a conteúdos relacionados a comportamentos autodestrutivos.

A decisão ocorre dias depois de a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, defender publicamente o bloqueio do Discord durante cerimônia no Palácio do Planalto. Na ocasião, ela afirmou que o caso da adolescente não seria isolado e pediu uma atuação conjunta para retirar a plataforma do ar. No mesmo evento, o advogado-geral da União, Jorge Messias, anunciou que a AGU estudava ingressar com uma ação civil pública contra a empresa.

O governo também iniciou reuniões com representantes do Discord, com participação de integrantes do Ministério da Justiça, da Advocacia-Geral da União, da Polícia Federal e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. A plataforma apresentou um plano de medidas para corrigir as falhas apontadas, mas a ANPD considerou as propostas insuficientes após nova reunião realizada nesta semana.

A empresa poderá recorrer da decisão no prazo de dez dias úteis. Além disso, a fiscalização poderá evoluir para a abertura de um processo sancionador, caso a ANPD conclua que a plataforma não atende às exigências legais de proteção aos usuários.

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