Governo Lula busca Mendonça após vazamento de mensagens de Lulinha
Defesa do filho do presidente acionou a Polícia Federal para apurar divulgação de conversas; campanha de Flávio Bolsonaro questiona estratégia e cobra atuação do relator no STF
Por: Redação
28/08/2026 às 07:48

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta encaminhar, junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, o impasse envolvendo o vazamento de mensagens atribuídas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A movimentação ocorre após a defesa do filho do presidente recorrer à Polícia Federal para pedir investigação sobre a origem da divulgação do material.
Na quarta-feira (26), os advogados de Lulinha protocolaram uma notícia de fato na PF para questionar o vazamento das conversas e solicitar providências para identificar como as mensagens deixaram o sigilo das investigações. A defesa também levanta dúvidas sobre a legitimidade do material e sustenta que a divulgação estaria sendo utilizada com finalidade político-eleitoral contra Lula, que disputa a reeleição.
A estratégia, porém, foi criticada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A equipe do candidato questionou o fato de o pedido ter sido encaminhado à Polícia Federal, e não diretamente a André Mendonça, que é o relator no STF das investigações relacionadas ao caso do INSS.
Segundo nota da campanha, se a reclamação envolve provas e informações das investigações sobre o esquema no INSS, caberia ao ministro Mendonça analisar o caso. Após a manifestação, advogados ligados ao grupo Prerrogativas informaram que fariam um novo pedido de investigação diretamente ao ministro.
Encontro entre PF e ministro
O governo também trabalha para promover uma reunião entre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e André Mendonça. O encontro deverá contar ainda com a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva.
A tentativa de aproximação ocorre em meio a um impasse entre o STF e a Polícia Federal. Em julho, Mendonça havia determinado que a PF encaminhasse ao Supremo, de maneira indexada, todas as provas obtidas durante a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes envolvendo descontos em benefícios do INSS.
Enquanto setores do PT acusam a PF de atuar em favor de interesses eleitorais da oposição, aliados de Flávio Bolsonaro contestam a condução do caso e defendem que as questões relacionadas às provas sejam tratadas diretamente pelo relator no Supremo.
O episódio acrescenta um novo capítulo à disputa política em torno das investigações envolvendo Lulinha e às acusações sobre o uso eleitoral de informações obtidas durante a apuração do caso.
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