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Governo Trump avalia sanções contra presidentes da Câmara e do Senado por postura em relação a Bolsonaro e STF
Governo Trump avalia sanções contra presidentes da Câmara e do Senado por postura em relação a Bolsonaro e STF
Governo de Donald Trump passou a discutir, pela primeira vez, sanções aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal
Por: Redação
23/07/2025 às 18:02

Foto: Divulgação
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou a discutir nesta quarta-feira (23) a possibilidade de aplicar sanções contra os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A avaliação ocorre no contexto de críticas da gestão Trump à atuação de lideranças brasileiras frente a temas ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Esta é a primeira vez que o governo norte-americano, que recentemente endureceu sua posição contra o Judiciário brasileiro, avalia medidas contra chefes do Legislativo. Até então, as ações vinham sendo concentradas sobre ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, que teve o visto para entrada nos EUA revogado, juntamente com outros magistrados e seus familiares.
No caso de Hugo Motta, Washington vê com reprovação a decisão de não avançar com a votação do projeto de lei que concede anistia a réus e condenados por atos relacionados à tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. A proposta é considerada pela oposição como forma de beneficiar Bolsonaro, que passou a ser alvo de medidas cautelares impostas pelo STF, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Já quanto ao senador Davi Alcolumbre, o governo Trump critica a postura de não pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo, especialmente após novos protocolos de afastamento serem apresentados ao Senado. Interlocutores afirmam que Alcolumbre mantém firme a posição de não levar adiante qualquer processo contra integrantes da Corte.
Ambos os parlamentares têm atuado de forma alinhada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de integrarem partidos do chamado Centrão, tradicionalmente mais próximos da centro-direita. A aproximação com o Executivo tem gerado desconforto em setores mais conservadores do Congresso.
Durante o recesso parlamentar, Hugo Motta também decidiu não instalar comissões temporárias, frustrando parte da oposição que desejava acelerar a tramitação de projetos contrários a decisões recentes do Supremo. Parlamentares da base bolsonarista defendiam sessões extraordinárias para discutir medidas de reação às ações contra o ex-presidente.
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