Início

/

Notícias

/

Brasil

/

Lula avalia lançar ministros para conter avanço da oposição na Bahia e no Ceará

Lula avalia lançar ministros para conter avanço da oposição na Bahia e no Ceará

Pesquisas indicam risco real de derrota em dois dos maiores colégios eleitorais da região, e Planalto estuda intervenção direta para preservar projeto de 2026

Por: Redação

02/02/2026 às 11:01

Imagem de Lula avalia lançar ministros para conter avanço da oposição na Bahia e no Ceará

Foto: Cristiano Mariz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a discutir, nos bastidores do Palácio do Planalto, a possibilidade de escalar ministros de seu próprio governo para disputar os governos da Bahia e do Ceará em 2026. A medida é tratada como plano de contingência diante do risco de perda de redutos históricos do PT no Nordeste — região que sustenta, há duas décadas, a principal base eleitoral do petismo.

Pesquisas internas e levantamentos recentes de institutos independentes acenderam o sinal de alerta no governo. Qualquer retração significativa no Nordeste pode comprometer de forma decisiva o projeto de reeleição presidencial, já que a vantagem numérica construída na região tem sido determinante nas disputas nacionais desde 2006.

O cenário mais delicado é o do Ceará, onde o ex-governador Ciro Gomes aparece na liderança das pesquisas, com vantagem expressiva sobre o atual governador e candidato à reeleição Elmano de Freitas. Levantamento do Paraná Pesquisas indica que Ciro venceria tanto no primeiro quanto no segundo turno, rompendo uma sequência de mais de uma década de vitórias petistas no Estado.

A ascensão de Ciro se apoia em uma agenda centrada na segurança pública, tema sensível para o eleitorado cearense, e em alianças políticas fora do campo tradicional da esquerda. O avanço da oposição levou o Planalto a discutir a possibilidade de substituir Elmano como cabeça de chapa.

Nesse contexto, o nome do ministro da Educação, Camilo Santana, surge como alternativa. Ex-governador e figura de forte apelo eleitoral no Estado, Camilo já anunciou que deixará temporariamente a Esplanada para se dedicar à campanha local, embora aliados admitam que ele pode ser chamado a disputar diretamente o governo, caso o cenário se deteriore.

Na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste, o quadro é menos dramático, mas igualmente preocupante para o PT. Pesquisas apontam o ex-prefeito de Salvador ACM Neto à frente do governador Jerônimo Rodrigues, ameaçando encerrar quase vinte anos de hegemonia petista no Estado.

Como resposta, o Planalto considera lançar o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, que governou a Bahia entre 2015 e 2022. Rui é visto como um nome capaz de reorganizar a base política local e recuperar parte do eleitorado perdido, além de fortalecer sua própria projeção nacional no pós-Lula.

A estratégia de substituir governadores aliados por ministros é considerada traumática dentro do PT e gera resistências internas. Parlamentares do partido alertam para o risco de desgaste e acusam o Planalto de priorizar cálculos eleitorais em detrimento da autonomia dos Estados.

Ainda assim, a direção nacional do PT reconhece que Bahia e Ceará receberão atenção especial nas próximas semanas. Grupos de trabalho já produzem diagnósticos eleitorais detalhados que serão apresentados diretamente ao presidente, responsável pela decisão final.

Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil

Entre em contato conosco pelo whatsappp

logo

Site dedicado a informar com agilidade e responsabilidade, trazendo os principais acontecimentos locais, regionais e nacionais.

Siga

Rede Comunica Brasil © Copyright 2025

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.