Lula cobra protagonismo da OMS e justiça climática em discurso no Brics
Presidente critica descaso do Norte Global com doenças do Sul e anuncia fundo para florestas tropicais na preparação para a COP 30
Por: Redação
07/07/2025 às 11:45

Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil
Durante o encerramento da Cúpula do Brics, nesta segunda-feira (7), no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) como autoridade legítima no enfrentamento de pandemias e nas políticas de saúde globais. Em tom crítico, Lula também alertou para o agravamento da crise climática e a negligência dos países desenvolvidos com os desafios enfrentados pelo Sul Global.
“Recuperar o protagonismo da Organização Mundial da Saúde como foro legítimo para o enfrentamento às pandemias e na defesa da saúde dos povos é urgente”, afirmou Lula, ressaltando que a saúde global continua afetada pela pobreza e pelo unilateralismo.
O presidente também apresentou as diretrizes brasileiras para a COP 30, marcada para novembro, em Belém (PA), e subiu o tom ao denunciar a desigualdade no enfrentamento de doenças como mal de Chagas e cólera, ainda predominantes em países em desenvolvimento. “Essas doenças já teriam sido erradicadas se atingissem o Norte Global”, declarou.
Embora o discurso tenha sido mais moderado em relação aos anteriores, Lula voltou a criticar a postura das nações ricas diante das mudanças climáticas. Segundo ele, o negacionismo climático e o desmonte de fóruns multilaterais comprometem avanços como o Acordo de Paris. “O aquecimento global ocorre em ritmo mais acelerado do que o previsto. As florestas tropicais estão sendo empurradas para seu ponto de não retorno”, advertiu.
Lula ainda destacou a urgência de justiça climática e de uma transição energética que promova inclusão social. Para isso, anunciou a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, a ser lançado oficialmente durante a COP 30. O objetivo é remunerar os serviços ecossistêmicos prestados por biomas como a Amazônia, valorizando a conservação ambiental, o combate à fome e à desigualdade, e a geração de empregos com foco em equidade de gênero e raça.
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