Lula compara Amazônia à Bíblia em discurso de abertura da COP30
Declaração causa constrangimento e é vista como tentativa de apropriação ideológica da fé em evento climático
Por: Redação
06/11/2025 às 21:56

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Durante a cerimônia de abertura da COP30, em Belém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a provocar polêmica ao comparar a Floresta Amazônica à Bíblia Sagrada, em uma fala repleta de metáforas religiosas e apelos ideológicos.
“A Amazônia, para o mundo, é como se fosse uma Bíblia. Todo mundo sabe que existe, mas cada pessoa interpreta de uma forma”, declarou Lula, ao tentar ilustrar a diversidade de visões sobre a floresta.
A analogia causou reações negativas imediatas nas redes sociais, sendo interpretada como desrespeitosa por líderes cristãos e conservadores, que consideraram o discurso uma instrumentalização da fé para fins políticos. Pastores e parlamentares da bancada evangélica afirmaram que o presidente demonstra “profundo desconhecimento espiritual e arrogância ideológica” ao colocar um bioma no mesmo patamar do livro mais sagrado do cristianismo.
Em seu pronunciamento, Lula exaltou o conceito de “justiça climática”, associando-o ao combate ao racismo e à igualdade de gênero — temas que, segundo críticos, transformam a agenda ambiental em palanque ideológico da esquerda global. O petista também acusou “adversários políticos” de atrasarem as políticas ambientais, reforçando a retórica de confronto que tem marcado suas falas públicas.
A postura do presidente foi recebida com cautela por líderes estrangeiros presentes no evento, que evitaram comentar a comparação. Já analistas políticos afirmam que a fala reflete o esforço do governo em reforçar a narrativa de protagonismo ambiental, mesmo à custa de polarização religiosa e moral.
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