Lula diz que dono do Master relatou “perseguição”
Presidente afirma que governo não tomará partido e que eventuais envolvidos em fraudes “pagarão o preço da irresponsabilidade”
Por: Redação
05/02/2026 às 15:45

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que ouviu do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, um relato de que o banqueiro estaria sofrendo perseguição no mercado financeiro por grupos interessados em “derrubá-lo”. Segundo Lula, a resposta do governo foi reforçar que não haverá proteção política à instituição e que qualquer apuração ficará a cargo do Banco Central, em caráter técnico.
“Ele me contou da perseguição que estava sofrendo, que tinha gente interessada em derrubar ele. O que eu disse para ele é que não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica feita pelo Banco Central”, declarou o presidente em entrevista ao portal UOL.
Lula afirmou que mantém diálogo com representantes de diferentes instituições financeiras e que, caso sejam confirmadas irregularidades, os responsáveis serão punidos. “Quem estiver envolvido em fraude vai pagar o preço da irresponsabilidade”, disse.
O presidente confirmou que recebeu Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024, em um encontro que não constou na agenda oficial da Presidência da República. Também participaram da reunião o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega — que à época prestava serviços ao Banco Master —, além de integrantes do governo.
Estiveram presentes no encontro:
Rui Costa, ministro da Casa Civil;
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;
Gabriel Galípolo, então indicado à presidência do Banco Central;
Augusto Lima, então CEO do Banco Master.
De acordo com apuração do Poder360, Galípolo não comunicou o encontro ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o que gerou questionamentos nos bastidores sobre os protocolos de transparência institucional.
À época da reunião, ainda não havia investigações formais envolvendo o Banco Master. Lula não explicou por que mencionou a possibilidade de apuração do Banco Central durante a conversa com Vorcaro naquele momento.
O presidente afirmou que, após o encontro, conversou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com Galípolo e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para tratar das informações apresentadas pelo banqueiro.
Lula declarou que o caso pode representar um dos maiores escândalos financeiros do país e afirmou que não fará distinção entre envolvidos. “Não me importa se envolve político, partido ou banco. Todos vão pagar o preço da irresponsabilidade”, afirmou.
Questionado sobre a atuação do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski como consultor do Banco Master antes de integrar o governo, Lula relativizou o tema. Segundo o presidente, é natural que juristas renomados sejam procurados por empresas privadas.
“Qualquer um trabalha em qualquer empresa neste país. Lewandowski é um grande jurista. Ele deixou de atender ao banco quando passou a integrar o governo”, afirmou.
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