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Lula diz que filho deve se explicar após menções em investigação do INSS

Lula diz que filho deve se explicar após menções em investigação do INSS

Presidente afirma que eventuais envolvidos no esquema devem ser punidos e minimiza impacto político das citações a Lulinha

Por: Redação

05/02/2026 às 15:02

Imagem de Lula diz que filho deve se explicar após menções em investigação do INSS

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que conversou diretamente com o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após o nome dele aparecer em apurações da Polícia Federal relacionadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Embora Lulinha não seja formalmente investigado no inquérito, seu nome foi citado em depoimentos e documentos reunidos na Operação Sem Desconto.

Em entrevista ao portal UOL, Lula relatou que adotou uma postura de cobrança pessoal diante das menções ao filho. Segundo o presidente, deixou claro que qualquer pessoa envolvida em irregularidades deve responder pelos próprios atos, independentemente de laços familiares. “Olhei no olho do meu filho e disse: se tiver alguma coisa errada, vai pagar o preço; se não tiver, que se defenda”, afirmou.

A Polícia Federal apura um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários e investiga a atuação de intermediários ligados a entidades que operavam junto ao INSS. Em uma das frentes da investigação, surgiram referências indiretas a Lulinha, incluindo a suspeita de uma possível sociedade informal com Antonio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, por meio de terceiros. As apurações ainda estão em andamento e não houve, até o momento, indiciamento do filho do presidente.

Lula afirmou que confia no trabalho da Polícia Federal e defendeu a continuidade das investigações. “O processo não acabou, mas todos os responsáveis vão para a cadeia e o patrimônio construído ilegalmente será ressarcido para pagar os benefícios”, declarou. O presidente acrescentou que, caso alguém de sua família seja comprovadamente envolvido, deverá receber o mesmo tratamento previsto em lei.

No Congresso, a CPMI que investiga os desvios no INSS avalia novos requerimentos, incluindo pedidos de quebra de sigilo fiscal de pessoas citadas ao longo das apurações. Em 2025, propostas semelhantes chegaram a ser apresentadas, mas foram barradas pela base governista. O tema deve voltar ao debate nas próximas semanas, ampliando a pressão política sobre o Planalto.

Apesar do discurso de rigor, a oposição vê o caso como mais um elemento de desgaste para o governo em um ano pré-eleitoral, enquanto aliados tentam separar as citações indiretas das responsabilidades formais. O desfecho da investigação da PF e o andamento da CPMI devem definir o impacto efetivo do episódio no cenário político nacional.

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