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Lula mantém iate reserva em Belém e usa embarcação em passeio durante a COP30
Lula mantém iate reserva em Belém e usa embarcação em passeio durante a COP30
Governo não esclarece motivo para manter duas embarcações alugadas à disposição do presidente em plena conferência climática
Por: Redação
06/11/2025 às 08:26

Foto: Divulgação
Durante sua estadia em Belém (PA) para a COP30 e a Cúpula de Líderes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve à disposição duas embarcações de luxo — uma delas utilizada como residência temporária e outra como reserva e apoio logístico. O segundo barco, identificado como Paiva Neto, chegou a ser usado em um passeio e apoio técnico a uma viagem presidencial a uma comunidade quilombola.
O Paiva Neto, construído em Manaus e com dez quartos, tem custo estimado em R$ 12 mil por dia. A embarcação foi adquirida recentemente por uma empresa de Belém e estaria servindo de suporte ao Iana 3 — o iate onde o presidente e a primeira-dama Janja Lula da Silva estão hospedados. O gasto estimado com o aluguel pode ultrapassar R$ 120 mil durante o período da conferência.
Apesar dos questionamentos sobre a necessidade e os custos de manter duas embarcações alugadas simultaneamente, o Palácio do Planalto e a Secretaria de Comunicação Social (Secom) não responderam aos pedidos de esclarecimento feitos pela imprensa.
O barco principal, Iana 3, pertence à empresa Icotur Transporte e Turismo, sediada em Manaus, e foi deslocado por cerca de 1.600 km até Belém. O trajeto pelo rio Amazonas consumiu mais de 4.000 litros de diesel e levou quase duas semanas no total. O governo justificou a opção alegando escassez de hospedagens e valores inflacionados em hotéis locais devido à COP30.
Nos bastidores, porém, a escolha por barcos de luxo tem sido vista como um símbolo de contradição com o discurso de austeridade e sustentabilidade defendido pelo próprio presidente no evento. A falta de transparência sobre contratos e valores também tem alimentado críticas da oposição, que acusa o governo de uso indevido de recursos públicos e de adotar um “estilo de vida incompatível” com o momento econômico do país.
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