Lula relata conversa com filho após menção em apuração sobre fraudes no INSS
Presidente diz que orientou Lulinha a se defender e afirma que eventuais envolvidos devem ser punidos
Por: Redação
05/02/2026 às 14:55

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que conversou com o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após o nome dele aparecer em investigações da Polícia Federal sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O nome do filho do presidente surgiu como possível beneficiário em uma das fases da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de desvios envolvendo benefícios previdenciários.
Em entrevista ao UOL, Lula relatou o teor da conversa com o filho e afirmou ter adotado uma postura de cobrança e responsabilidade.
“Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei o meu filho aqui. Olhei no olho do meu filho e falei: ‘Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda’”, declarou o presidente.
Segundo a Polícia Federal, menções diretas e indiretas ao nome de Lulinha foram obtidas por meio de depoimentos e de material apreendido durante buscas realizadas ao longo das investigações, que ainda estão em curso.
A PF apura a hipótese de que Lulinha teria mantido uma sociedade oculta, por intermédio de uma pessoa identificada como Roberta, com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais articuladores do esquema fraudulento.
O presidente afirmou que não fará distinção caso haja comprovação de envolvimento de pessoas próximas.
“O processo não acabou, mas pode ficar certo que todos vão para a cadeia e que o patrimônio que eles construíram vai ser ressarcido para pagar os benefícios. Se tiver alguém meu envolvido nisso, vai pagar o mesmo preço, porque a lei é para todos”, afirmou Lula.
A CPMI do INSS, que investiga os desvios, pode voltar a analisar requerimentos para a quebra de sigilo fiscal de Lulinha. Em 2025, propostas semelhantes chegaram a ser apresentadas, mas acabaram barradas após articulação da base governista no colegiado.
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