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Lulinha fez transferências a secretária do governo do Ceará, revelam dados obtidos pela CPMI do INSS
Lulinha fez transferências a secretária do governo do Ceará, revelam dados obtidos pela CPMI do INSS
Quebra de sigilo aponta quatro repasses do filho de Lula a integrante da Secretaria de Direitos Humanos do estado governado pelo petista Elmano de Freitas
Por: Redação
06/03/2026 às 11:50

Foto: Reprodução / Instagram
Dados bancários obtidos pela CPMI do INSS indicam que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizou transferências financeiras para uma integrante do governo do Ceará.
De acordo com registros obtidos pela comissão parlamentar, Lulinha fez quatro repasses bancários para Marianne Gondim Lima, atual secretária-executiva da Secretaria Estadual de Direitos Humanos do Ceará, pasta ligada ao governo do petista Elmano de Freitas.
Os registros bancários mostram os seguintes repasses:
10 de fevereiro de 2025: R$ 2.000
11 de fevereiro de 2025: R$ 800
11 de agosto de 2025: R$ 500
15 de dezembro de 2025: R$ 2.000
A última transferência ocorreu menos de duas semanas após Marianne assumir o cargo no governo estadual, em 2 de dezembro de 2025, segundo dados do Portal da Transparência do Ceará.
Pessoas próximas à secretária afirmaram, sob reserva, que Marianne e Lulinha são amigos pessoais há anos. Segundo esses interlocutores, os valores repassados estariam relacionados a questões pessoais, sem ligação com a função pública exercida por ela.
Marianne recebe salário bruto mensal de aproximadamente R$ 15,5 mil, o que resulta em cerca de R$ 11,4 mil líquidos, de acordo com informações do portal da transparência estadual.
Formada em administração de empresas, ela já atuou como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Ceará entre 2019 e 2021 e anteriormente trabalhou como assessora técnica na Secretaria Estadual de Saúde entre 2015 e 2019.
As transferências fazem parte de um volume maior de movimentações financeiras atribuídas a Lulinha. Segundo extratos bancários analisados pela CPMI, o filho do presidente teria movimentado mais de R$ 19 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.
Os dados constam em contas mantidas por ele no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, cuja quebra de sigilo foi obtida pela comissão parlamentar.
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