Lupi diz que PT vai apoiar Kalil em Minas, mas Edinho nega
Declarações públicas expõem divergência entre cúpulas partidárias sobre palanques regionais para 2026
Por: Redação
05/02/2026 às 10:13

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, reuniu-se na quarta-feira (4.fev.2026), em Brasília, com o presidente do PT, Edinho Silva, para tratar da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após o encontro, Lupi divulgou nas redes sociais uma versão mais avançada da conversa, indicando acordos políticos ainda não formalizados entre as duas siglas para as eleições estaduais.
Em publicação no X, Lupi afirmou ter recebido do PT o compromisso de apoiar candidaturas do PDT em Estados considerados estratégicos. Entre os nomes citados estão Alexandre Kalil, em Minas Gerais; Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul; e Requião Filho, no Paraná. Segundo o dirigente pedetista, a aliança nacional em torno da reeleição de Lula serviria como base para a consolidação desses palanques regionais.
“Reafirmei a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula e recebi a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo nos Estados. Com a formalização interna do PT, avançaremos para vencer nesses Estados estratégicos”, declarou Lupi.
Apesar do anúncio, o presidente do PT contestou publicamente a versão apresentada. Em nota, Edinho Silva afirmou que a reunião não teve como objetivo definir alianças estaduais e que qualquer decisão sobre palanques regionais seguirá em debate nos diretórios locais, respeitando a dinâmica interna do partido.
“A conversa não teve como objetivo a definição de palanques eleitorais nos Estados. As definições seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais”, afirmou Edinho.
A divergência exposta evidencia tensões e falta de alinhamento entre as cúpulas partidárias, além de indicar que o discurso de unidade da base governista ainda enfrenta obstáculos práticos fora do plano nacional. O episódio também reforça a percepção de que acordos eleitorais antecipados tendem a ser usados como instrumento de pressão política, mesmo antes de qualquer deliberação formal.
Entre os nomes citados por Lupi, Alexandre Kalil desponta como um dos mais relevantes. Ex-prefeito de Belo Horizonte, ele disputou o governo de Minas Gerais em 2022 pelo PSD, ficando em segundo lugar, atrás do atual governador Romeu Zema (Novo). A eventual entrada de Kalil na disputa de 2026, agora pelo PDT, dependerá não apenas do apoio do PT, mas também da reorganização do campo político mineiro.
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