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Maioria dos ministros do STF recebeu acima do teto constitucional, aponta levantamento
Maioria dos ministros do STF recebeu acima do teto constitucional, aponta levantamento
Pagamentos retroativos elevam rendimentos e expõem contradição em decisões contra “penduricalhos”
Por: Redação
23/03/2026 às 09:54

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Seis dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal receberam valores acima do teto do funcionalismo público nos últimos anos, mesmo com a Corte analisando e restringindo esse tipo de pagamento. O limite constitucional atual é de R$ 46,3 mil mensais.
De acordo com levantamento baseado em dados oficiais, os valores adicionais somam cerca de R$ 2,8 milhões desde 2019. Entre os ministros que ultrapassaram o teto estão Flávio Dino e Gilmar Mendes, que também proferiram decisões para restringir os chamados “supersalários” em diferentes esferas do poder público.
O principal mecanismo para esses pagamentos foram as chamadas verbas retroativas — conhecidas informalmente como “penduricalhos” — que permitem o acúmulo de valores referentes a períodos anteriores, elevando significativamente os contracheques.
Entre os casos destacados, o ministro Alexandre de Moraes foi o que mais recebeu valores extras, ultrapassando R$ 1 milhão líquidos pagos pelo Ministério Público de São Paulo entre 2019 e 2026.
Outros nomes que aparecem na lista incluem Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Já ministros como Cármen Lúcia, Edson Fachin e Dias Toffoli não tiveram pagamentos adicionais identificados no período analisado.
Mesmo após decisões judiciais contra esses benefícios, há registros de pagamentos acima do teto já durante o exercício no STF. Flávio Dino, por exemplo, recebeu valores superiores ao limite em dezembro de 2024 ao acumular verbas retroativas com o salário da Corte, totalizando cerca de R$ 55 mil no mês.
No caso de Gilmar Mendes, os pagamentos adicionais somam mais de R$ 880 mil desde 2019, oriundos de sua atuação anterior no Ministério Público Federal.
Além disso, ministros recém-empossados também tiveram ganhos elevados. Kassio Nunes Marques recebeu mais de R$ 277 mil ao ingressar no STF, enquanto André Mendonça acumulou cerca de R$ 175 mil desde 2022, com destaque para um pagamento de R$ 154,8 mil em 2025.
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