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Medicamentos usados por Bolsonaro podem causar alucinações e confusão mental, dizem relatórios médicos

Medicamentos usados por Bolsonaro podem causar alucinações e confusão mental, dizem relatórios médicos

Por: Redação

23/11/2025 às 21:07

Imagem de Medicamentos usados por Bolsonaro podem causar alucinações e confusão mental, dizem relatórios médicos

Foto: Divulgação

De acordo com boletins médicos consultados, as substâncias mencionadas por Jair Bolsonaro para justificar episódios de “paranoia” e alucinações possuem, de fato, potenciais efeitos neuropsiquiátricos que podem comprometer a consciência, a percepção e o comportamento do paciente.

Entre os medicamentos citados estão a pregabalina e a sertralina. A pregabalina, usada por Bolsonaro para tratar crises de soluço, pode provocar reações adversas como alucinações, desorientação e prejuízo cognitivo. Seu uso combinado com outros sedativos do sistema nervoso central, como a gabapentina e a clorpromazina — também reportados no caso — torna essas reações ainda mais prováveis, segundo especialistas.

Quanto à sertralina, antidepressivo da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), a bula também lista efeitos menos comuns, porém graves, como confusão mental, euforia, agressividade e até episódios psicóticos.

No depoimento à Justiça, Bolsonaro afirmou que acreditava haver uma escuta na tornozeleira eletrônica que usava como medida cautelar. Segundo ele, essa percepção teria sido resultado de um surto induzido pela interação entre a pregabalina e a sertralina. O relato está registrado na audiência de custódia, onde ele disse ter tentado abrir o dispositivo com um ferro de solda durante a madrugada.

A equipe médica que acompanha o ex-presidente disse ter suspenso a administração da pregabalina imediatamente após o episódio. Em boletim clínico divulgado, consta que Bolsonaro apresentou “confusão mental e alucinações”, condições que reforçam a tese de que os medicamentos teriam desempenhado papel central nos comportamentos observados. Apesar disso, as autoridades judiciais optaram por manter a prisão preventiva, considerando também outros fatores, como risco de fuga.

A defesa de Bolsonaro já apresentou requerimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele cumpra prisão domiciliar por razões humanitárias. Os advogados argumentam que a instabilidade mental e a fragilidade de saúde exigem acompanhamento médico mais próximo, o que seria dificultado em regime fechado.

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