O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, cometeu um deslize gramatical na decisão proferida nesta quinta-feira (24/7), ao se manifestar sobre o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na ocasião, Moraes descartou o pedido de prisão preventiva de Bolsonaro, mas fez uma advertência por escrito na qual usou incorretamente o conectivo “mais” em vez de “mas”.
A frase destacada no despacho dizia: “Como diversas vezes salientei na Presidência do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, a JUSTIÇA É CEGA MAIS NÃO É TOLA.” A construção correta, segundo as normas da língua portuguesa, seria: “A justiça é cega, mas não é tola.” O erro está no uso do termo “mais” — que expressa ideia de adição — em lugar de “mas”, que indica oposição. Além disso, a frase omitiu a vírgula recomendada após a palavra “cega”.
Após a repercussão nas redes sociais e em veículos de imprensa, a assessoria de Moraes atualizou o despacho, substituindo o “mais” por “mas”. A pontuação, no entanto, permaneceu sem alteração na nova versão divulgada.
A citação usada pelo ministro remete a uma expressão popular que já havia sido utilizada por ele durante sua atuação à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), especialmente no contexto das eleições de 2022.
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido. A correção foi feita discretamente no sistema eletrônico da Corte, prática comum em despachos judiciais, especialmente para ajustes técnicos ou de redação.




