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Ministro do STJ pede licença médica após abertura de sindicância por suspeita de assédio
Ministro do STJ pede licença médica após abertura de sindicância por suspeita de assédio
Marco Buzzi está internado em hospital de Brasília; investigação tramita no STJ, CNJ e STF
Por: Redação
05/02/2026 às 15:27

Foto: Divulgação
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Buzzi, de 68 anos, formalizou nesta quinta-feira (5) pedido de licença médica ao presidente da Corte, Herman Benjamin. A solicitação ocorre um dia após o Pleno do Tribunal decidir pela abertura de sindicância para apurar suspeita de assédio sexual envolvendo uma jovem de 18 anos, em fato ocorrido em 9 de janeiro deste ano.
De acordo com informações do STJ, o ministro encontra-se internado em um hospital de Brasília, sem previsão de alta.
Na quarta-feira (4), os 33 ministros do STJ se reuniram em sessão extraordinária e sigilosa, que durou cerca de 2 horas e 40 minutos, para deliberar sobre o caso. Ao final, decidiram por unanimidade instaurar sindicância interna.
“O Pleno do Superior Tribunal de Justiça, reunido em sessão extraordinária, deliberou, por unanimidade, pela instauração de sindicância para a apuração dos fatos atribuídos ao ministro Marco Aurélio Buzzi”, informou a Corte em nota oficial, sem detalhar o conteúdo das acusações.
Segundo relatos obtidos pelo Poder360, Buzzi demonstrou estar abalado emocionalmente durante a reunião.
Em manifestação pública, o gabinete do ministro negou as acusações. Em nota, Buzzi afirmou que foi surpreendido pelas informações divulgadas na imprensa e rejeitou qualquer insinuação de conduta imprópria.
“O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, diz o comunicado.
Durante a sessão do Pleno, o ministro apresentou sua defesa de forma breve e deixou o recinto logo em seguida. Segundo apuração, ele afirmou ter tomado conhecimento das acusações apenas por meio da imprensa.
Além da sindicância interna no STJ, o caso também deve tramitar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No âmbito criminal, há um inquérito instaurado pela Polícia Federal, que foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A relatoria ficará a cargo do ministro Kassio Nunes Marques.
A comissão responsável pela sindicância no STJ tem competência para requisitar provas, ouvir testemunhas e, se entender necessário, recomendar o afastamento cautelar do magistrado.
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