Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro
Decisão do STF substitui retorno ao sistema prisional por cumprimento da pena em casa, sob monitoramento e medidas restritivas
Por: Redação
24/03/2026 às 15:37

Foto: Ton Molina/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta terça-feira (24) a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar por um período inicial de 90 dias. A medida ocorre enquanto o ex-chefe do Executivo permanece internado em um hospital de Brasília para tratamento de broncopneumonia.
A decisão altera o curso previamente esperado, que indicava o retorno de Bolsonaro ao sistema prisional após alta médica. Com a nova determinação, ele passará a cumprir, em sua residência, a pena de 27 anos e 3 meses relacionada à condenação por tentativa de ruptura institucional.
O despacho estabelece uma série de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de monitoramento, em linha com práticas adotadas em casos de prisão domiciliar.
A mudança de regime ocorre após manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco. Em parecer encaminhado ao Supremo, o chefe do Ministério Público Federal argumentou que o estado de saúde do ex-presidente exige acompanhamento contínuo, condição que, segundo ele, não seria plenamente atendida no ambiente prisional.
No documento, Gonet ressaltou o dever do Estado de assegurar a integridade física e moral de pessoas sob sua custódia, defendendo que o ambiente domiciliar oferece condições mais adequadas para o monitoramento clínico necessário. O procurador também indicou a possibilidade de reavaliações periódicas, tanto do quadro de saúde quanto das condições de segurança.
Bolsonaro está hospitalizado desde 13 de março, após diagnóstico de broncopneumonia. A análise do caso pelo Supremo incluiu relatórios médicos mantidos sob sigilo, encaminhados pela unidade hospitalar a pedido do relator.
A defesa do ex-presidente havia solicitado a revisão de decisão anterior, proferida no início do mês e confirmada pela Primeira Turma da Corte, que previa a manutenção do cumprimento da pena em regime fechado.
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