O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não receba visitas durante o período de prisão domiciliar, abrindo exceções apenas para familiares diretos, advogados e profissionais de saúde. A medida foi justificada pela necessidade de evitar riscos clínicos, como infecções e possível evolução para sepse.
A decisão acompanha a autorização para que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por 90 dias, prazo que passa a contar a partir da alta hospitalar. O ex-presidente está internado para tratamento de broncopneumonia e deverá permanecer sob monitoramento eletrônico durante o período em casa.
Segundo o despacho, ficam suspensas todas as demais visitas ao longo da fase de recuperação, com o objetivo de preservar um ambiente considerado adequado ao controle sanitário. Moraes também determinou que qualquer visita a outros moradores da residência está proibida, salvo mediante autorização judicial específica — o que, na prática, impede a presença de aliados políticos.
Apesar das restrições, o ministro autorizou visitas dos filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, além da enteada. Ainda assim, o acesso seguirá regras semelhantes às do sistema prisional, com horários limitados e previamente definidos.
As visitas ocorrerão exclusivamente às quartas-feiras e aos sábados, divididas em três períodos: das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h, replicando o modelo adotado anteriormente durante o cumprimento de pena em regime fechado.