Início
/
Notícias
/
Brasil
/
Moraes pede apuração sobre cursos feitos por Débora Rodrigues durante período na prisão
Moraes pede apuração sobre cursos feitos por Débora Rodrigues durante período na prisão
Ministro do STF quer verificar se atividades atendem aos requisitos legais para eventual remição da pena da condenada pelos atos de 8 de janeiro.
Por: Redação
11/08/2026 às 07:35

Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Penitenciária Feminina de Tremembé e órgãos da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo prestem esclarecimentos sobre os cursos realizados por Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do batom", durante o período em que esteve presa. A medida integra a análise do pedido de remição de pena apresentado pela defesa.
Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 e por pichar, com um batom, a estátua "A Justiça", localizada em frente à sede do Supremo Tribunal Federal. Atualmente, ela cumpre a pena em regime domiciliar, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Na decisão, Moraes determinou que o sistema prisional informe se os cursos intitulados "Reescrevendo minha história", atribuídos à cabeleireira, possuem convênio com o Poder Público e fazem parte oficialmente do projeto pedagógico da unidade prisional. O objetivo é verificar se as atividades podem ser consideradas válidas para reduzir o tempo de cumprimento da pena.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente ao reconhecimento de 212 dias de remição de pena, levando em conta atividades de leitura, trabalho interno e a aprovação de Débora no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A homologação, entretanto, dependerá das informações solicitadas pelo ministro.
Além da análise dos cursos, Moraes determinou que o Núcleo de Monitoramento de Pessoas da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo esclareça registros de ausência de sinal do GPS da tornozeleira eletrônica utilizada por Débora. A defesa sustenta que as falhas decorreram de instabilidades técnicas do equipamento e não de descumprimento das medidas impostas pela Justiça.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




