Nikolas cobra Alcolumbre e pede impeachment de Toffoli por caso Master
Deputado do PL afirma que Senado ignora “escândalos” e pressiona por abertura de processo contra ministro do STF
Por: Redação
12/02/2026 às 11:05

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou publicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e defendeu a abertura de processo de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do chamado caso Banco Master.
Em publicação na rede X, Nikolas escreveu: “Inacreditável como todo mundo está vendo os escândalos do Master, menos o presidente do Senado, @davialcolumbre”. Em seguida, acrescentou: “Já passou da hora de abrir o impeachment do Toffoli. Acorda, Senado!”.
A manifestação ocorre cerca de um mês após senadores da oposição protocolarem pedido formal de impeachment contra Toffoli, em 14 de janeiro. O documento foi apresentado por Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE).
No texto encaminhado a Alcolumbre, os parlamentares sustentam que o impeachment se justificaria por “atos praticados por Toffoli no âmbito do chamado caso Banco Master, além de relações extraprocessuais e possíveis vínculos indiretos envolvendo familiares do ministro”.
O inquérito investiga suspeitas de crimes financeiros envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e operações consideradas atípicas. Para os congressistas, decisões do ministro teriam extrapolado os limites da função jurisdicional ao influenciar o ritmo e a condução das investigações.
O pedido menciona ainda o fato de Toffoli ter reavaliado decisões anteriores e autorizado novas diligências após solicitações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR), incluindo buscas e apreensões em endereços ligados a investigados.
O STF sustenta que as medidas foram adotadas com base em indícios de novos delitos. Já parlamentares da oposição afirmam que decisões sucessivas no mesmo inquérito levantam questionamentos sobre imparcialidade e critérios adotados pelo relator.
Pelo rito constitucional, cabe exclusivamente ao presidente do Senado decidir se o pedido será arquivado ou se terá andamento. Caso seja aceito, o processo segue para análise da Casa, sendo necessários dois terços dos votos para eventual condenação.
O caso também motivou protestos organizados pelo Movimento Brasil Livre (MBL). Em 5 de fevereiro, o grupo realizou sua segunda manifestação relacionada ao Banco Master, em frente à sede da instituição, em São Paulo.
O ato foi direcionado contra Daniel Vorcaro e contra Toffoli, relator do caso no STF. Segundo o movimento, a mobilização busca pressionar por responsabilização dos envolvidos.
A primeira manifestação ocorreu em 22 de janeiro, quando participantes entoaram palavras de ordem contra o ministro e o banqueiro, além de pedidos de impeachment de integrantes do Supremo.
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