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Nikolas Ferreira critica MP do “Gás do Povo” e acusa governo Lula de uso eleitoreiro
Nikolas Ferreira critica MP do “Gás do Povo” e acusa governo Lula de uso eleitoreiro
Deputado diz que novo modelo reduz liberdade de escolha das famílias e transforma auxílio em instrumento de controle político
Por: Redação
04/02/2026 às 10:23

Foto: Divulgação
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou duramente a Medida Provisória que institui o programa “Gás do Povo”, lançada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o parlamentar, a proposta tem caráter eleitoreiro e compromete a autonomia das famílias beneficiadas.
Nikolas afirmou que votou contra o texto por entender que o novo modelo substitui um auxílio direto — no qual o recurso era depositado em dinheiro para livre escolha da compra — por um sistema que obriga os beneficiários a retirar o botijão de gás em revendas credenciadas pelo governo. Segundo ele, a mudança cria dependência do Estado e reduz a liberdade econômica das famílias mais pobres.
“Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família. Ela decidia onde comprar. Agora, o governo quer obrigar as pessoas a buscar o gás em revendas autorizadas, sem autonomia, sem liberdade e sem prazo claro de duração do benefício”, declarou o deputado em publicação nas redes sociais.
Na avaliação de Nikolas, o novo formato tende a encarecer o gás no médio prazo e tem como objetivo manter o eleitor “preso ao programa” às vésperas das eleições. Ele classificou a iniciativa como uma tentativa de substituir políticas públicas eficientes por mecanismos de controle político.
A Medida Provisória foi aprovada pela Câmara dos Deputados com ampla maioria e confirmada pelo Senado, passando a vigorar de forma imediata. O programa reformula o antigo “Gás dos Brasileiros” e passa a oferecer duas modalidades de benefício: pagamento em dinheiro equivalente a parte do valor do botijão ou retirada gratuita do GLP em pontos autorizados, com critérios definidos pelo governo.
O texto prioriza famílias inscritas no Cadastro Único com renda per capita de até meio salário mínimo, além de prever preferência para mulheres vítimas de violência doméstica, populações tradicionais e pessoas afetadas por desastres naturais. A logística inclui vales com validade limitada e possibilidade de cobrança adicional para entrega domiciliar.
Para críticos da medida, o novo desenho amplia a interferência estatal sobre o consumo básico e substitui a lógica de transferência de renda por um modelo mais burocrático e dependente de credenciamento governamental.
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