Pai e irmã de Daniel Vorcaro acumulam R$ 8 milhões em dívidas com a União
Familiares do controlador do Banco Master aparecem como devedores em 13 inscrições na dívida ativa e são citados em investigações da Polícia Federal
Por: Redação
19/01/2026 às 14:17

Foto: Divulgacao
O pai e a irmã de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, acumulam pouco mais de R$ 8 milhões em dívidas com a União, segundo registros da dívida ativa federal. Os débitos estão ligados a seis empresas que integram a estrutura empresarial da família Vorcaro e aparecem distribuídos em 13 inscrições.
Os devedores são Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro, e Natália Vorcaro Zettel, sua irmã. Ambos foram alvos da Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes envolvendo fundos de investimento ligados ao Banco Master.
Empresas e origem dos débitos
De acordo com os dados oficiais, sete das inscrições são conjuntas em nome de Henrique e Natália, uma está vinculada apenas à irmã de Vorcaro e outras cinco exclusivamente ao pai. As dívidas dizem respeito principalmente a contribuições sociais, como PIS e Cofins, além de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).
A maior parte do valor devido — cerca de R$ 5,8 milhões — está associada à Mercatto Corporações Imobiliárias, da qual Henrique é sócio e que tem como acionista a Multipar, holding considerada o principal braço empresarial da família Vorcaro. A Multipar é presidida por Henrique e dirigida por Natália, e foi uma das primeiras empresas onde Daniel Vorcaro atuou no início da carreira.
Outras companhias citadas nos registros da dívida ativa incluem a Pacific Realty, voltada à locação de imóveis, e a PQS Empreendimentos Educacionais, do setor de livros didáticos. Todas as empresas estão registradas no mesmo endereço, no bairro Vila da Serra, área de alto padrão em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Apesar do montante elevado, todos os 13 débitos estão com exigibilidade suspensa, o que permite que os responsáveis sejam considerados adimplentes perante a União, inclusive para fins de contratos públicos e obtenção de crédito. O vencimento das dívidas, porém, está previsto para ocorrer ainda neste mês.
Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, caso não haja regularização, os valores podem ser cobrados judicialmente, com possibilidade de penhora de bens.
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