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PF aponta benefícios a Ciro Nogueira e Hugo Motta em investigação sobre Banco Master
PF aponta benefícios a Ciro Nogueira e Hugo Motta em investigação sobre Banco Master
Relatórios citam viagens, hospedagens de luxo e outras despesas custeadas por Daniel Vorcaro para parlamentares influentes
Por: Redação
17/06/2026 às 07:19

Foto: Reprodução
Documentos da Polícia Federal tornados públicos por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, teria custeado viagens, hospedagens e outras despesas de políticos com influência no Congresso Nacional. Entre os nomes citados nas investigações estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Segundo a PF, os benefícios concedidos aos parlamentares iam além de uma relação pessoal e estariam ligados a interesses do Banco Master em pautas de interesse econômico e legislativo. Os investigadores sustentam que a relação entre o banqueiro e os políticos teria sido construída a partir de vantagens oferecidas em troca de apoio institucional.
Ciro Nogueira
De acordo com os relatórios, Ciro Nogueira teria recebido uma série de benefícios pagos por Vorcaro, incluindo hospedagens em hotéis de luxo em Nova York, refeições em restaurantes de alto padrão, deslocamentos em aeronaves particulares e outras despesas durante viagens internacionais.
A investigação também aponta que o senador teria utilizado imóvel de alto padrão disponibilizado pelo banqueiro e recebido autorização para utilizar cartão de crédito ligado ao empresário durante compromissos no exterior.
Os investigadores afirmam ainda que, após receber esses benefícios, o parlamentar apresentou propostas legislativas consideradas favoráveis aos interesses do Banco Master.
Hugo Motta
O presidente da Câmara, Hugo Motta, também aparece nas investigações. Segundo a PF, mensagens obtidas durante a apuração mencionam a organização de viagens em aeronaves particulares de Daniel Vorcaro.
Os documentos indicam ainda que despesas de hospedagem do parlamentar em um hotel de luxo em Lisboa, no valor aproximado de R$ 20 mil, teriam sido custeadas pelo grupo ligado ao banqueiro. O episódio teria ocorrido em junho de 2024.
Em manifestação citada pela reportagem, Hugo Motta afirmou estar tranquilo em relação às apurações e declarou que participou de um evento jurídico tradicional, sem identificar irregularidade no custeio das despesas.
Emenda sob investigação
Outro ponto destacado pela Polícia Federal envolve uma proposta legislativa que ficou conhecida nas investigações como “Emenda Master”. Segundo os investigadores, o texto buscava alterar regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e teria sido elaborado por assessores ligados ao Banco Master antes de ser apresentado no Congresso por Ciro Nogueira.
A PF apura se a iniciativa legislativa teve origem em interesses diretos da instituição financeira e se houve contrapartidas aos parlamentares envolvidos.
As investigações seguem em andamento e não há, até o momento, decisão judicial definitiva sobre os fatos apontados nos relatórios. Os citados negam irregularidades e têm direito à ampla defesa e ao contraditório ao longo do processo.
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