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PF faz operação contra cúpula do Banco Digimais e bloqueia até R$ 670 milhões
PF faz operação contra cúpula do Banco Digimais e bloqueia até R$ 670 milhões
Instituição controlada por grupo ligado a Edir Macedo é alvo de investigação sobre supostas fraudes contábeis e irregularidades financeiras
Por: Redação
23/06/2026 às 07:31

Foto: Reprodução/Record
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Miragem, que tem como alvo integrantes da cúpula do Banco Digimais. A ação apura suspeitas de irregularidades na administração da instituição financeira e o suposto envio de informações falsas aos órgãos de fiscalização do sistema bancário.
Ao todo, mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.
Justiça determina bloqueio milionário
Além das buscas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões.
A investigação teve início após análises e relatórios elaborados pelo Banco Central apontarem indícios de inconsistências na condução financeira da instituição.
Suspeita de manipulação contábil
Segundo a Polícia Federal, os investigados são suspeitos de criar mecanismos para apresentar uma situação financeira mais favorável do que a realidade do banco.
A apuração indica que teriam sido realizadas alterações em registros contábeis e operações destinadas a gerar receitas artificiais, elevando o valor de ativos e ocultando problemas que poderiam afetar a saúde financeira da instituição.
As movimentações sob investigação envolvem centenas de milhões de reais.
Recursos podem ter beneficiado controladora
Outro ponto investigado pela PF é a suspeita de direcionamento irregular de recursos do banco para beneficiar a empresa controladora da instituição financeira.
Os investigadores também apuram possíveis manipulações em dados enviados aos sistemas oficiais utilizados pelo Banco Central para monitorar e fiscalizar o mercado finan
Crimes investigados
De acordo com a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Entre as suspeitas estão gestão fraudulenta de instituição financeira, prestação de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação vigente.
A operação segue em andamento e novas diligências não estão descartadas.
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