PF faz operação contra familiares de vice-líder do governo Lula no Senado
Supremo autorizou 18 mandados de busca e apreensão em investigação que apura lavagem de dinheiro ligada a descontos irregulares em benefícios do INSS
Por: Redação
04/08/2026 às 08:59

Foto: Reprodução/Instagram
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto que tem como alvo familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu 18 mandados de busca e apreensão no âmbito das investigações sobre suposta lavagem de dinheiro relacionada a descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As investigações apontam indícios de movimentações financeiras e patrimoniais destinadas a ocultar a origem dos recursos obtidos por meio do esquema. Entre as práticas sob apuração estão o uso de contas bancárias de terceiros, repasses para empresas de fachada e saques em espécie para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Weverton Rocha ocupa posição de destaque na articulação política do governo no Congresso e participou das negociações de pautas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto, incluindo a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O senador já havia sido alvo de mandados de busca em dezembro de 2025, durante etapa anterior da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes na Previdência estimado em até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Na ocasião, a operação resultou na prisão de operadores e no afastamento do então secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal.
Quando foi alvo da fase anterior da operação, a defesa de Weverton Rocha informou que o senador recebeu as buscas com surpresa, colocou-se à disposição das autoridades e negou qualquer envolvimento com irregularidades. Até a publicação da matéria, não havia manifestação da defesa sobre a operação realizada contra seus familiares.
O senador também já teve seu nome citado na Operação Odoacro, investigação que apura o envio de R$ 34 milhões em emendas parlamentares para empreiteiras investigadas por supostas fraudes no Maranhão. Além disso, respondeu a processos relacionados a contratos e reformas realizados quando comandava a Secretaria de Esporte do Estado, sem condenações definitivas nesses casos.
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