PF mantém investigação contra pastor Silas Malafaia
Moraes acusa líder religioso de “coação”, enquanto aliados denunciam perseguição política
Por: Redação
20/10/2025 às 17:08

Foto: Reprodução/YouTube
O pastor Silas Malafaia segue sendo alvo de investigação da Polícia Federal do Brasil, dois meses após ter celular, passaporte e cadernos apreendidos no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão, quando retornava de Portugal. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que conduz inquéritos amplamente criticados por setores conservadores.
Moraes acusa Malafaia de integrar um “núcleo articulador” de supostos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e de tentar influenciar autoridades estrangeiras para praticar “atos hostis” contra o Brasil. O pastor também foi proibido de ter contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com o deputado Eduardo Bolsonaro, que também são alvos de investigações.
De acordo com relatório da PF, Malafaia teria atuado em “ações de criação, produção e divulgação de ataques a ministros do STF” em alta escala por meio de redes e canais de comunicação. Moraes afirma ainda que diálogos obtidos mostrariam o pastor “exercendo papel de liderança” em movimentos de crítica à Corte.
Acusações vistas como tentativa de silenciamento
Aliados e apoiadores do pastor afirmam que as acusações são infundadas e que representam mais um capítulo de perseguição política e de restrição à liberdade de expressão no país. Em suas manifestações públicas, Malafaia tem denunciado abusos e arbitrariedades do Judiciário, apontando diretamente para decisões de Moraes.
A investigação contra o pastor ocorre em meio ao acirramento das tensões entre setores conservadores e o STF, que tem sido acusado por juristas e parlamentares de extrapolar suas competências constitucionais e agir de forma politicamente seletiva.
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