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PF não pediu prisão de Augusto Lima em operação autorizada por André Mendonça
PF não pediu prisão de Augusto Lima em operação autorizada por André Mendonça
Investigadores avaliaram que não havia elementos para justificar medida cautelar semelhante à aplicada contra Daniel Vorcaro
Por: Redação
19/06/2026 às 09:11

O empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, não teve a prisão preventiva solicitada pela Polícia Federal na operação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça no âmbito do caso Banco Master.
Segundo interlocutores ligados à investigação, a medida não chegou a ser analisada pelo ministro porque a própria Polícia Federal não apresentou pedido de prisão contra o empresário no relatório que fundamentou a nova fase da Operação Compliance Zero.
Nos bastidores, integrantes da PF e do gabinete de André Mendonça avaliam que não havia elementos previstos no Código de Processo Penal que justificassem uma prisão preventiva de Augusto Lima neste momento.
Investigação diferenciou situação de Vorcaro
De acordo com fontes ligadas ao caso, a situação de Augusto Lima foi considerada diferente da enfrentada por Daniel Vorcaro em fases anteriores da investigação.
No caso do ex-controlador do Banco Master, os investigadores apontaram indícios de possível tentativa de obstrução das apurações, especialmente em fatos relacionados ao homem conhecido como “Sicário”, citado pela Polícia Federal como suposto operador de uma estrutura de segurança clandestina ligada ao grupo investigado.
Já em relação a Augusto Lima, os documentos analisados pela PF não teriam apontado ações voltadas a dificultar ou impedir o andamento das investigações, requisito frequentemente utilizado para fundamentar pedidos de prisão preventiva.
Empresário já foi preso em fase anterior
Natural da Bahia, Augusto Lima chegou a ser preso durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025.
Posteriormente, ele deixou a prisão mediante cumprimento de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo a Polícia Federal, o empresário teve participação em negociações relacionadas à tentativa de aquisição de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) e mantinha interlocução frequente com o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.
Defesa diz que operação era desnecessária
Em nota, os advogados de Augusto Lima afirmaram que as diligências realizadas nesta quinta-feira eram desnecessárias.
A defesa argumenta que o empresário está à disposição das autoridades há meses para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.
Os advogados também sustentam que Augusto sempre atuou dentro da legalidade, observando as normas do sistema financeiro e da administração pública.
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