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PGE pede liberação de pesquisa AtlasIntel sobre Flávio Bolsonaro

PGE pede liberação de pesquisa AtlasIntel sobre Flávio Bolsonaro

Parecer enviado ao TSE contesta suspensão do levantamento e afirma que não há provas de irregularidades na metodologia utilizada

Por: Redação

23/06/2026 às 08:35

Imagem de PGE pede liberação de pesquisa AtlasIntel sobre Flávio Bolsonaro

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou contra a suspensão da pesquisa AtlasIntel que avaliou intenções de voto para a eleição presidencial e os impactos eleitorais da divulgação de um áudio envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em parecer encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, defendeu a revogação da liminar concedida pelo ministro Kassio Nunes Marques, que interrompeu a divulgação do levantamento, além da rejeição da ação apresentada pelo Partido Liberal (PL).

Segundo o parecer, não existem provas de falhas na metodologia empregada pela AtlasIntel nem elementos suficientes para justificar a intervenção da Justiça Eleitoral. A manifestação sustenta que o caráter inédito da pesquisa e o uso de conteúdo audiovisual não configuram, por si só, qualquer ilegalidade.

Alexandre Espinosa também argumentou que a legislação eleitoral não estabelece um modelo único para pesquisas eleitorais e que diferenças metodológicas não representam automaticamente descumprimento das normas vigentes.

A Procuradoria ainda rebateu a tese apresentada pelo PL de que o questionário teria induzido respostas negativas contra Flávio Bolsonaro. Segundo o documento, as perguntas sobre intenção de voto foram realizadas antes do bloco questionado pelo partido, o que enfraqueceria a alegação de influência sobre os entrevistados.

O parecer também destaca que opiniões pessoais atribuídas ao CEO da AtlasIntel não possuem valor técnico suficiente para invalidar uma pesquisa e que eventuais acusações de manipulação devem ser sustentadas por provas objetivas.

O caso começou a ser analisado pelo TSE em 9 de junho. Até o momento, apenas o ministro Kassio Nunes Marques votou, mantendo o entendimento da liminar que suspendeu a divulgação da pesquisa. O julgamento foi interrompido por pedido de vista da ministra Estela Aranha e ainda não tem data para ser retomado.

Enquanto o plenário não conclui a análise, permanece em vigor a decisão que impede a divulgação do levantamento.

 

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