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Planalto aposta em melhora de indicadores da fome e prepara comparação com governo Bolsonaro
Planalto aposta em melhora de indicadores da fome e prepara comparação com governo Bolsonaro
Governo espera novo relatório da ONU sobre insegurança alimentar e planeja usar dados sociais como vitrine política no período pré-eleitoral
Por: Redação
01/06/2026 às 20:42

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O Palácio do Planalto aguarda, nas próximas semanas, a divulgação de novos dados da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre insegurança alimentar no Brasil e trabalha com expectativa de melhora nos indicadores relacionados à fome no país. Segundo interlocutores do governo, a projeção é de que levantamentos internacionais apontem redução do número de brasileiros em situação de vulnerabilidade alimentar. A informação é da coluna de Milena Texeira do site Metrópoles.
O tema é acompanhado de perto pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, comandado por Wellington Dias, responsável por políticas sociais consideradas estratégicas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nos bastidores do Planalto, a avaliação é de que eventuais avanços nos índices poderão fortalecer o discurso da atual gestão sobre recuperação de indicadores sociais no terceiro mandato do presidente.
Em julho de 2025, o Brasil deixou o chamado Mapa da Fome — mecanismo utilizado por agências da ONU para monitorar níveis de insegurança alimentar e acesso da população à alimentação adequada. O governo considera o episódio um dos principais marcos sociais da atual administração.
Aliados do presidente defendem que novos dados sejam apresentados em conjunto com outros indicadores recentes destacados pelo Planalto, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado em maio. O relatório das Nações Unidas apontou que o Brasil alcançou, pela primeira vez, a categoria de desenvolvimento humano classificada como “muito alta”, registrando o melhor desempenho desde o início da série histórica.
Segundo integrantes do governo, a estratégia de comunicação em discussão prevê destacar avanços sociais atribuídos à atual gestão durante o período pré-eleitoral, reforçando indicadores relacionados à renda, alimentação e qualidade de vida.
Auxiliares de Lula também defendem utilizar os dados para estabelecer comparação entre administrações federais recentes. No entorno presidencial, a avaliação é de que o governo buscará lembrar que o Brasil voltou ao Mapa da Fome durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e saiu novamente da lista sob o atual governo.
A expectativa do Planalto é de que os novos relatórios internacionais sirvam como instrumento político para reforçar a narrativa de recuperação social e econômica em um momento de intensificação da disputa eleitoral e de debates sobre desempenho do governo.
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