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Polícia mira grupo suspeito de movimentar R$ 25 milhões com tráfico, milícia e extorsões no Rio
Polícia mira grupo suspeito de movimentar R$ 25 milhões com tráfico, milícia e extorsões no Rio
Operação cumpre 50 mandados e investiga esquema que atuava contra comerciantes, moradores e empresas responsáveis por obras públicas
Por: Redação
19/06/2026 às 10:15

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira (19) uma operação contra uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 25 milhões por meio de atividades ligadas ao tráfico de drogas, milícia e extorsões. A ação tem como foco lideranças do grupo investigado e integrantes da estrutura financeira utilizada para ocultar recursos obtidos ilegalmente.
Ao todo, foram expedidos 50 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do estado, incluindo a capital fluminense, municípios da Baixada Fluminense e cidades do interior. A Justiça também autorizou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados.
Investigação começou após denúncias de extorsão
Segundo as apurações, a investigação teve início após representantes de uma empresa terceirizada denunciarem ameaças e cobranças ilegais durante a execução de obras públicas de infraestrutura e saneamento no bairro do Catiri, em Bangu.
De acordo com a Polícia Civil, integrantes do grupo utilizavam intimidação armada e ameaças de morte para exigir pagamentos em troca da liberação dos serviços realizados nos canteiros de obras. As investigações também apontam a prática de extorsões contra comerciantes e moradores da região.
PM é investigado por apoio ao grupo
As investigações identificaram a participação de um policial militar no esquema. Conforme os relatórios, ele teria atuado na segurança particular dos chefes da organização e auxiliado no transporte de valores arrecadados com as extorsões.
A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou o cumprimento dos mandados realizados pela Polícia Civil.
Esquema usava empresas e contas de terceiros
Os investigadores afirmam que a organização utilizava empresas formalmente registradas e contas de terceiros para ocultar a origem dos recursos obtidos com as atividades criminosas. As movimentações financeiras eram realizadas por meio de transferências fragmentadas e rápidas para dificultar o rastreamento pelas autoridades.
A apuração também identificou uma estrutura dividida entre um núcleo responsável pelo comando das ações criminosas e outro voltado exclusivamente à lavagem de dinheiro e à ocultação do patrimônio acumulado pelo grupo.
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