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Registros mostram uso de residência oficial em Roma por artistas e autoridades durante governo Lula

Registros mostram uso de residência oficial em Roma por artistas e autoridades durante governo Lula

Documentos obtidos via Lei de Acesso à Informação detalham hospedagens em imóvel do Itamaraty na capital italiana

Por: Redação

10/06/2026 às 09:32

Imagem de Registros mostram uso de residência oficial em Roma por artistas e autoridades durante governo Lula

Documentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação revelam que a residência oficial do Brasil em Roma foi utilizada para hospedar artistas, escritores e autoridades durante o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os registros vieram a público após decisão da Controladoria-Geral da União (CGU), que determinou a divulgação das informações solicitadas ao Ministério das Relações Exteriores.

Entre os nomes que utilizaram a estrutura estão a cantora Fafá de Belém, a intérprete Mônica Salmaso, o escritor Marcelo Rubens Paiva e a escritora Aline Bei. Segundo os documentos, as hospedagens ocorreram em diferentes períodos do atual mandato presidencial.

De acordo com as informações divulgadas, os gastos relacionados às atividades foram enquadrados pelo governo federal no Programa de Diplomacia Cultural, iniciativa voltada à promoção da cultura brasileira no exterior.

Os registros mostram que Fafá de Belém utilizou a residência oficial em maio de 2024 durante apresentações realizadas na Itália e em San Marino. O Ministério das Relações Exteriores destinou R$ 273,8 mil para os eventos. Já uma apresentação da cantora Mônica Salmaso e de integrantes de sua equipe recebeu recursos de R$ 51,2 mil.

A documentação também aponta que outras personalidades frequentaram o imóvel em situações distintas. Segundo o relatório, o ator Fábio Porchat esteve no local em caráter particular, arcando com suas próprias despesas.

Além de artistas, a residência oficial recebeu autoridades públicas. Os registros indicam hospedagens da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, do advogado-geral da União, Jorge Messias, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, e da ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo os documentos, Dilma permaneceu no imóvel por cinco dias em 2024 durante compromissos relacionados a uma audiência com o Papa Francisco. O relatório também registra a presença do secretário do Ministério do Trabalho, Gilberto Carvalho.

Ao justificar a utilização da residência oficial, o Itamaraty afirmou que o espaço é empregado para apoiar eventos institucionais, ações de diplomacia cultural e iniciativas voltadas à promoção da imagem do Brasil e à atração de investimentos estrangeiros.

Os documentos mostram ainda que as embaixadas brasileiras no exterior consumiram aproximadamente R$ 240,5 milhões em despesas de manutenção ao longo de 2025.

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