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Salário de R$ 46,3 mil é insuportável, diz presidente de sindicato de servidores
Salário de R$ 46,3 mil é insuportável, diz presidente de sindicato de servidores
Sindicato pressiona por salários acima do teto
Por: Redação
27/03/2026 às 07:34

Foto: Divulgação
O presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), Alison Souza, intensificou a pressão por mudanças na política salarial do funcionalismo público ao afirmar que o atual teto constitucional, fixado em R$ 46,3 mil, “não é suportável” para determinadas carreiras.
Durante reunião com servidores, Alison defendeu a recomposição inflacionária do teto e sugeriu que parcelas adicionais — como funções de confiança — fiquem fora do limite constitucional. Essas funções são gratificações pagas a servidores que exercem cargos de chefia ou assessoramento.
“Eu fui enfático na defesa de que não é mais suportável, pelas carreiras, a não recomposição inflacionária (reajuste) ao teto remuneratório”, afirmou.
A proposta foi levada ao grupo de trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu regras para os chamados “penduricalhos” — adicionais que ampliam os vencimentos no serviço público. Na quarta-feira (25), o STF decidiu impor restrições mais rígidas, limitando esses valores a até 35% do teto.
Para o sindicalista, o problema central estaria na defasagem do teto ao longo dos anos. “Se o teto tivesse sido reajustado pela inflação, não reclamaríamos do teto. Não fomos nós que chegamos ao teto, foi o teto que chegou até nós”, declarou.
Alison também argumenta que os salários do Legislativo perderam competitividade frente ao mercado privado. Segundo ele, entre 2016 e 2025, a inflação acumulada foi de cerca de 64%, enquanto os reajustes da categoria somaram 44%, gerando uma perda real de aproximadamente 20%.
Na avaliação do presidente do Sindilegis, a natureza do trabalho no Legislativo justificaria salários mais elevados. Ele sustenta que servidores lidam com temas complexos que impactam diretamente setores estratégicos da economia.
“Estamos falando de servidores que trabalham com leis complexas para o nosso país, para o setor produtivo, para a indústria, para a área de serviços, para o agro”, disse.
Ao comparar com a iniciativa privada, Alison afirmou que profissionais jurídicos podem alcançar rendimentos elevados. “Um advogado na iniciativa privada, por exemplo, se for mediano, ganha muito mais de R$ 40 mil por mês”, declarou.
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