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Senador defende impeachment de Toffoli e Moraes e cobra reação do Senado contra o STF

Senador defende impeachment de Toffoli e Moraes e cobra reação do Senado contra o STF

Alessandro Vieira afirma que Corte “acobertou condutas escandalosas” e diz que processo de impeachment é o único instrumento de controle institucional disponível

Por: Redação

26/01/2026 às 21:22

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) defendeu publicamente a abertura de processos de impeachment contra os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o parlamentar, o Senado Federal precisa assumir um papel mais ativo de fiscalização da Corte diante do que classificou como omissão interna e blindagem corporativa.

Em declaração publicada nas redes sociais, Vieira afirmou que o STF optou por proteger seus integrantes em vez de garantir transparência. “Entre a transparência e o espírito de corpo o STF escolheu acobertar as condutas escandalosas de Toffoli e Moraes”, escreveu. Para o senador, “o único caminho disponível é levar o Senado a uma inédita ação de controle, via processo de impeachment”.

O parlamentar sustentou que a responsabilização de ministros do Supremo passou a ser uma missão política central nos próximos meses. “Essa será a missão fundamental no Senado Federal”, declarou, ao defender que o Legislativo exerça o papel constitucional de freio e contrapeso sobre o Judiciário.

As declarações de Alessandro Vieira ocorrem em meio ao aumento das críticas ao STF após decisões relacionadas ao Banco Master, cujo inquérito tramita sob relatoria de Dias Toffoli. O caso intensificou a pressão de parlamentares da oposição por apurações formais sobre a atuação do ministro, especialmente após manifestações públicas de integrantes da própria Corte em sua defesa.

O presidente do STF, Edson Fachin, e o decano Gilmar Mendes elogiaram o arquivamento de denúncias envolvendo Toffoli, gesto interpretado por críticos como sinal de blindagem interna.

Paralelamente, a bancada do Partido Novo protocolou na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal uma notícia-crime e uma comunicação de fatos contra Toffoli, alegando “interferência atípica” do ministro em procedimentos ligados ao Banco Master.

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