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Toffoli admite participação societária em empresa ligada a resort vendido a grupo de Vorcaro

Toffoli admite participação societária em empresa ligada a resort vendido a grupo de Vorcaro

Ministro do STF afirma que é sócio da Maridt, mas nega atuação na gestão e diz que operações foram declaradas à Receita

Por: Redação

12/02/2026 às 10:09

Imagem de Toffoli admite participação societária em empresa ligada a resort vendido a grupo de Vorcaro

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota oficial em que confirma ser sócio da empresa Maridt, que integrou o grupo do resort Tayayá, no Paraná. Parte das participações foi vendida a fundos posteriormente ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a seu cunhado, Fabiano Zettel.

Toffoli é o relator do chamado “Caso Master” no STF, o que intensificou questionamentos após a revelação de menções ao empreendimento nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Segundo o gabinete do ministro, “A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado. Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do ministro”.

Na nota, o ministro reiterou argumento já apresentado em plenário: sua participação societária estaria amparada pela Lei Orgânica da Magistratura.

“O magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador”, afirmou.

De acordo com o comunicado, a Maridt integrou o grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A saída ocorreu em duas etapas: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.

O gabinete acrescentou que todas as operações foram devidamente declaradas à Receita Federal e realizadas “dentro de valor de mercado”.

A confirmação da participação societária ocorre em meio ao debate sobre eventual conflito de interesse na relatoria do caso envolvendo o Banco Master. Até o momento, não há afirmação oficial de irregularidade por parte do ministro, e a investigação permanece concentrada nas operações financeiras sob suspeita envolvendo Vorcaro e seu entorno.

A manifestação pública de Toffoli busca afastar dúvidas quanto à legalidade de sua participação empresarial e reforça o argumento de que não exerce função administrativa na companhia.

O tema segue sob análise interna no STF.

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