Toffoli usa helicóptero para frequentar resort ligado ao caso Banco Master
Ministro do STF acessa complexo de luxo no Paraná por heliponto exclusivo
Por: Redação
22/01/2026 às 08:22

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli utiliza helicóptero para se deslocar até o resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), empreendimento que mantém vínculos históricos com investidores ligados ao Banco Master — instituição alvo de investigações que tramitam no STF sob relatoria do próprio magistrado.
De acordo com apuração jornalística, Toffoli pousa em heliponto exclusivo próximo a uma residência localizada na área mais restrita do complexo, conhecida como Vila Ecoview. O deslocamento aéreo reduz a exposição pública e permite acesso direto ao resort, onde o ministro é frequentador regular. Relatos indicam ainda o uso de embarcação exclusiva do empreendimento para passeios na represa, recurso não disponível aos demais hóspedes.
Embora a família Toffoli tenha formalmente vendido suas participações no resort em 2025, funcionários e moradores locais continuam associando o empreendimento ao ministro. O Tayayá operou por anos em regime de multipropriedade e teve, entre 2021 e 2025, controle compartilhado entre familiares de Toffoli e o fundo Arleen, administrado pela Reag Investimentos — ligada a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Atualmente, o controle integral do resort está em nome do advogado Paulo Humberto Barbosa, que adquiriu as cotas por cerca de R$ 3,5 milhões. Ainda assim, o histórico de vínculos e a frequência do ministro ao local mantêm o empreendimento no centro do debate público, sobretudo porque Toffoli é relator no STF de procedimentos que envolvem o Banco Master e a própria Reag.
Outro ponto que chama atenção é a estrutura de entretenimento do resort, que inclui máquinas de videoloteria autorizadas por legislação estadual e mesas de jogos, o que levou a pedidos de análise “rigorosa e independente” por entidades de transparência. Em paralelo, reportagens apontam que funcionários tratariam o ministro como “dono” do local, apesar das mudanças societárias.
Procurada, a família do magistrado negou irregularidades e afirmou que endereços associados a empresas de parentes não funcionam como sedes operacionais. O novo proprietário do Tayayá declarou não manter relações com o Banco Master e disse ter encontrado o empreendimento em situação financeira delicada ao assumir a gestão.
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