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Arrecadação federal supera R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre de 2026

Arrecadação federal supera R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre de 2026

Receita Federal registra alta real de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada por tributos sobre empresas, exportações e operações financeiras

Por: Redação

30/07/2026 às 13:51

Imagem de Arrecadação federal supera R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre de 2026

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Receita Federal informou que a arrecadação do governo federal alcançou R$ 1,58 trilhão no primeiro semestre de 2026. O montante representa um crescimento real de 7% em comparação com o mesmo período de 2025, já descontada a inflação. No ano anterior, a arrecadação havia ficado pouco acima de R$ 1,4 trilhão.

Somente em junho, os cofres da União receberam cerca de R$ 270 bilhões, resultado aproximadamente 8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Desse total, mais de R$ 255 bilhões vieram de impostos e contribuições administrados pela Receita Federal, enquanto cerca de R$ 9 bilhões foram arrecadados por outros órgãos do governo.

Segundo a Receita, parte do desempenho de junho foi influenciada por receitas extraordinárias que somaram quase R$ 8 bilhões. Desse valor, cerca de R$ 4 bilhões tiveram origem em pagamentos atípicos de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) realizados por empresas, enquanto outros R$ 4 bilhões decorreram da tributação sobre a exportação de petróleo bruto. Sem essas receitas excepcionais, o crescimento da arrecadação no mês teria sido de aproximadamente 4%, e não de quase 8%.

No acumulado do semestre, as receitas extraordinárias alcançaram quase R$ 16 bilhões, sendo R$ 11 bilhões provenientes de tributos sobre o lucro das empresas e quase R$ 5 bilhões da cobrança de impostos sobre a exportação de combustíveis. De acordo com o órgão, sem esses valores adicionais, a alta real da arrecadação entre janeiro e junho teria ficado em torno de 6%.

Entre as principais fontes de receita, as contribuições para a Previdência Social arrecadaram R$ 380 bilhões, alta de cerca de 5%. O Imposto de Renda das empresas e a CSLL somaram R$ 310 bilhões, enquanto PIS/Pasep e Cofins também renderam aproximadamente R$ 310 bilhões. Já a tributação sobre rendimentos de aplicações financeiras arrecadou pouco mais de R$ 92 bilhões, crescimento de cerca de 16%, impulsionado pelo cenário de juros elevados.

Outro destaque foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que gerou aproximadamente R$ 50 bilhões aos cofres públicos no primeiro semestre, valor cerca de 30% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

 
 

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