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Banco Central detalha ao TCU irregularidades no Banco Master e aponta nova investigação por fraude
Banco Central detalha ao TCU irregularidades no Banco Master e aponta nova investigação por fraude
Autarquia descreve falhas contábeis, riscos à solvência e operações sem lastro; relatório cita comunicação ao MPF sobre indícios de gestão fraudulenta após a liquidação
Por: Redação
30/12/2025 às 14:15

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Banco Central do Brasil encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU), nesta segunda-feira (29), um relatório com os fundamentos técnicos e jurídicos que levaram à liquidação extrajudicial do Banco Master. O documento responde a questionamentos do ministro Jhonatan de Jesus, que havia solicitado esclarecimentos sobre a avaliação de alternativas menos gravosas e sobre possíveis indícios de precipitação na medida.
Assinado pelos diretores Aílton de Aquino Santos (Fiscalização) e Renato Gomes (Reorganização do Sistema Financeiro), o ofício reconstrói o histórico decisório e lista supostas irregularidades que, segundo o BC, tornaram insustentável a continuidade das operações da instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.
Entre os pontos elencados estão:
atrasos recorrentes na entrega de documentos regulatórios e contábeis;
esgotamento de carteiras de crédito responsáveis pelo fluxo de caixa;
comprometimento da solvência do conglomerado;
incapacidade de recompor o recolhimento compulsório sobre depósitos a prazo;
operações estruturadas atípicas com clientes corporate, sem geração de fluxo financeiro relevante e sem observância de garantias, liquidez e diversificação de riscos;
cessão de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB) com operações consideradas insubsistentes ou com ativos cuja existência não pôde ser comprovada.
O BC também apontou gerenciamento inadequado do risco de crédito e informou ter identificado insuficiência de capital após ajustes decorrentes de informações incorretas prestadas à autarquia, além da inexistência de ativos líquidos no fundo que sustentava operações de longo prazo e do descumprimento de normas de gerenciamento de risco, inclusive por dependência de dados fornecidos por terceiros.
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