Início

/

Notícias

/

Economia

/

Correios pedem novo socorro bilionário e estimam necessidade de mais R$ 8 bilhões em 2026

Correios pedem novo socorro bilionário e estimam necessidade de mais R$ 8 bilhões em 2026

Mesmo após empréstimo avalizado pelo Tesouro, estatal reconhece déficit estrutural, projeta demissões e fechamento de agências no plano de reestruturação

Por: Redação

29/12/2025 às 21:19

Imagem de Correios pedem novo socorro bilionário e estimam necessidade de mais R$ 8 bilhões em 2026

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou nesta segunda-feira (29) que a estatal precisará captar mais R$ 8 bilhões em 2026 para dar continuidade ao plano de reestruturação financeira. Segundo ele, ainda não está definido se os recursos virão de aporte direto do Tesouro Nacional ou de nova operação de crédito.

A declaração ocorre após o governo federal avalizar um empréstimo de R$ 12 bilhões para a empresa, destinado ao reequilíbrio de caixa. Mesmo com esse reforço, a direção reconhece um déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões por ano, patrimônio líquido negativo em R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões até setembro de 2025. Em um cenário de estresse, o rombo poderia chegar a R$ 23 bilhões em 2026, segundo a própria estatal.

O plano apresentado prevê medidas duras: programa de demissão voluntária (PDV) para cerca de 15 mil empregados em 2026 e 2027, fechamento de aproximadamente mil agências, venda de imóveis, revisão de cargos e salários e mudanças no plano de saúde. A estimativa é de economia anual de até R$ 4,2 bilhões, mas com impacto pleno apenas em 2029.

O empréstimo já contratado foi estruturado com participação de Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander, com prazo de 15 anos, vencimento em 2040, três anos de carência e custo próximo à Selic, dentro das regras para operações com aval do Tesouro. Com a garantia, a União assume o compromisso de honrar pagamentos em caso de inadimplência da estatal, reduzindo o risco para os credores.

A reestruturação foi dividida em três etapas: recuperação imediata do caixa; reorganização e modernização; e investimentos de R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030, com financiamento do Banco dos Brics, voltados à automação, frota, tecnologia da informação e logística. Rondon afirmou que não há discussão sobre privatização no momento, embora a empresa estude parcerias e não descarte, no futuro, abrir capital mantendo o controle da União.

O Tribunal de Contas da União informou que acompanhará o plano de forma contínua, dado o impacto fiscal das garantias concedidas. O novo pedido de recursos reacende o debate sobre sustentabilidade financeira, eficiência operacional e o custo ao contribuinte de manter a estatal em funcionamento.

Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil

Entre em contato conosco pelo whatsappp

logo

Site dedicado a informar com agilidade e responsabilidade, trazendo os principais acontecimentos locais, regionais e nacionais.

Siga

Rede Comunica Brasil © Copyright 2025

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.