Maduro já está em tribunal de Nova York para audiência
Ditador venezuelano é apresentado a tribunal federal em Manhattan após operação americana e responde por crimes que podem levar à prisão perpétua
Por: Redação
05/01/2026 às 10:54

Foto: Reprodução/CNN
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, preso no sábado (3) em uma operação conduzida pelas forças dos Estados Unidos, já foi apresentado a um tribunal federal em Manhattan, no coração de Nova York, onde passou por audiência inicial. Na Justiça norte-americana, Maduro responderá por narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, uso de armas de guerra — como metralhadoras e explosivos — e lavagem de dinheiro oriundo do tráfico internacional de drogas.
Maduro chegou ao tribunal algemado, escoltado por agentes federais, ao lado da esposa Cilia Flores, também detida. Ambos vestiam roupas de presidiários e foram apresentados às autoridades judiciais dos Estados Unidos, que assumiram o caso após anos de investigação sigilosa.
A captura de Maduro ocorreu após ataques cirúrgicos autorizados pelo presidente Donald Trump contra alvos estratégicos do regime chavista. Segundo o governo americano, o venezuelano tornou-se alvo prioritário por ser apontado como chefe do “Cartel de los Soles”, organização recentemente classificada pelos EUA como grupo terrorista internacional.
A denúncia, apresentada por um grande júri federal do Distrito Sul de Nova York, foi tornada pública por decisão da procuradora-geral Pam Bondi. O processo descreve uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano, operando por mais de duas décadas.
De acordo com a acusação, Maduro teria utilizado instituições públicas, forças armadas, aeroportos, portos e canais diplomáticos para facilitar o envio de toneladas de cocaína aos Estados Unidos, em associação com organizações criminosas e terroristas internacionais, como as FARC, o ELN, o Cartel de Sinaloa, Los Zetas e o Tren de Aragua.
Além de Maduro, também foram indiciados Diosdado Cabello, ministro do Interior da Venezuela; Cilia Flores; o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do ditador; e outros aliados do regime, descritos como integrantes ou facilitadores diretos da organização criminosa.
Os crimes teriam ocorrido entre 1999 e 2025. Para as acusações apresentadas, a legislação americana prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua.
Autoridades americanas destacam que a apresentação de Maduro à Justiça representa um marco global no combate ao narcotráfico, ao terrorismo e ao uso do Estado como instrumento do crime organizado. A operação reforça a mensagem de Washington de que ditadores envolvidos com tráfico internacional não estarão acima da lei, independentemente do cargo que ocupem.
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