EFEITO LULA: Imposto aumentaram 30 vezes em 4 anos de governo
Entre 2023 e 2026, alta de impostos, reonerações e novas regras elevam peso do Estado sobre empresas e consumidores em meio à transição da Reforma Tributária
Por: Redação
02/02/2026 às 09:56

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026, o governo federal adotou ao menos 30 medidas com impacto direto sobre a carga tributária, promovendo uma expansão gradual do peso dos impostos na economia brasileira. Estimativas indicam que a carga saiu de 31,2% para 32,3% do PIB, movimento que pode gerar uma arrecadação adicional superior a R$ 150 bilhões por ano.
O aumento não decorre apenas da criação de novos tributos. Ele resulta, sobretudo, da elevação de alíquotas, da reversão de desonerações e do endurecimento de regras de cobrança já existentes.
Na prática, o ajuste fiscal vem sendo feito majoritariamente pelo lado da receita, com efeitos diretos sobre preços, margens empresariais e o custo de vida.
Entre as principais mudanças estão a tributação de offshores e fundos exclusivos, medida que amplia a base arrecadatória sobre patrimônios no exterior; a chamada “taxa das blusinhas”, que passou a incidir sobre compras internacionais de menor valor; e a reoneração dos combustíveis, revertendo políticas de alívio anteriores.
Também pesaram ajustes na CSLL do setor financeiro, a tributação de dividendos acima de determinados patamares e o retorno da incidência de tributos sobre benefícios fiscais vinculados ao ICMS, o que afetou diretamente empresas que utilizavam incentivos estaduais como parte de sua estratégia de investimento.
O avanço das medidas ocorre em paralelo à implementação da Reforma Tributária, que prevê a substituição de tributos por novos modelos, como IBS, CBS e o Imposto Seletivo.
Embora o discurso oficial destaque simplificação e neutralidade, críticos apontam que a transição tem sido usada para elevar a carga antes mesmo da consolidação do novo sistema.
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