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Denúncia dos EUA aponta Maduro como chefe de rede internacional de narcotráfico e narcoterrorismo

Denúncia dos EUA aponta Maduro como chefe de rede internacional de narcotráfico e narcoterrorismo

Acusação em Nova York sustenta que ditador venezuelano comandou, por décadas, esquema violento com cartéis, grupos terroristas e uso do Estado para enviar cocaína aos EUA

Por: Redação

05/01/2026 às 21:39

Imagem de Denúncia dos EUA aponta Maduro como chefe de rede internacional de narcotráfico e narcoterrorismo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma denúncia federal apresentada nos Estados Unidos acusa o ditador venezuelano Nicolás Maduro de liderar, por mais de duas décadas, uma rede internacional de narcotráfico e narcoterrorismo responsável pelo envio de toneladas de cocaína ao território norte-americano. O documento, tornado público em Nova York, descreve um esquema que teria operado antes mesmo de Maduro assumir a Presidência, utilizando cargos públicos, forças de segurança e instituições estatais para proteger e expandir a atividade criminosa.

Segundo a acusação do Departamento de Justiça dos EUA, Maduro atuou em parceria com organizações classificadas como terroristas ou narcotraficantes, incluindo as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a facção Tren de Aragua, além de cartéis mexicanos. O texto sustenta que o regime chavista corrompeu instituições legítimas para facilitar rotas marítimas e aéreas — com lanchas rápidas, navios porta-contêineres, pistas clandestinas e aeroportos sob controle de autoridades corruptas.

Os promotores descrevem a Venezuela como um Estado capturado pelo crime organizado, no qual Maduro teria usado cada função pública — de parlamentar a chefe de governo — para blindar remessas de cocaína e lavar recursos. A denúncia cita a atuação do Cartel de los Soles, rede de oficiais militares e de inteligência que, em troca de propinas, garantiam proteção às cargas. Estimativas oficiais indicam que entre 200 e 250 toneladas de cocaína transitavam anualmente pelo país por volta de 2020.

O processo também aponta o envolvimento direto de familiares e aliados, incluindo a esposa Cilia Flores, acusada de intermediar proteção a voos carregados de droga, e o filho Nicolás Maduro Guerra, descrito como participante da logística de remessas em aeronaves estatais. Há ainda menção a grupos armados (“colectivos”) empregados para cobrar dívidas e intimidar adversários do esquema.

Maduro e Flores foram apresentados à Justiça em Manhattan, onde responderão por narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, uso de armas de guerra e lavagem de dinheiro — crimes que podem resultar em penas severas. Para Washington, o caso simboliza a aplicação do Estado de Direito contra líderes que transformam o poder público em instrumento do crime.

Autoridades americanas destacam que a ofensiva judicial não é contra o povo venezuelano, mas contra um regime acusado de enriquecer à custa da miséria interna e da violência transnacional. Aliados dos EUA avaliam que a denúncia reforça um recado claro: chefes de regimes autoritários não estão acima da lei quando suas ações ameaçam a segurança internacional.

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