Direita vence na Costa Rica com vitória de Laura Fernández
Ex-chefe de gabinete de Rodrigo Chaves conquista a Presidência com discurso de continuidade e promessa de endurecimento contra o crime organizado
Por: Redação
02/02/2026 às 07:47

Foto: Manuel Arnoldo Robert Batalla/Getty Images
A cientista política Laura Fernández venceu as eleições presidenciais na Costa Rica neste domingo (1º) e assumirá o comando do país a partir de 8 de maio. Candidata da direita e aliada direta do atual presidente Rodrigo Chaves, Fernández obteve 48,7% dos votos, em um pleito fortemente influenciado pela escalada da violência e pela percepção de enfraquecimento da segurança pública.
Representando o Partido Soberano do Povo (PPSO), de centro-direita, a presidente eleita construiu sua campanha com base na defesa da continuidade do atual projeto político, prometendo respostas mais firmes ao avanço do crime organizado — tema que se consolidou como a principal preocupação do eleitorado costarriquenho.
Dados oficiais e levantamentos acadêmicos indicam uma mudança profunda no humor social do país. Atualmente, quatro em cada dez cidadãos apontam a criminalidade como o maior desafio nacional. Quatro anos atrás, quando Chaves assumiu a Presidência, esse índice era de apenas 4%, o que evidencia a rapidez da deterioração do cenário de segurança.
Autoridades atribuem o aumento da violência à reconfiguração das rotas internacionais do narcotráfico, que transformou a Costa Rica em ponto estratégico de armazenamento de cocaína com destino aos Estados Unidos e à Europa.
Em 2025, o país registrou 16,7 homicídios por 100 mil habitantes, com 873 assassinatos, número próximo do recorde histórico alcançado em 2023.
O pleito contou com 20 candidatos, mas nenhum deles ultrapassava 10% das intenções de voto antes da campanha ganhar tração. O principal adversário de Fernández foi Álvaro Ramos, do tradicional Partido da Libertação Nacional (PLN), que somou 33,18% dos votos.
A pulverização do campo oposicionista abriu espaço para que a candidata governista consolidasse uma base eleitoral mais organizada, capitalizando o discurso de estabilidade institucional em um contexto de insegurança crescente.
Além da agenda de segurança, Fernández terá pela frente um Congresso renovado, com 57 deputados eleitos no mesmo pleito.
A nova presidente busca construir maioria para viabilizar reformas constitucionais e mudanças no funcionamento do Judiciário, que aliados do governo veem como um entrave ao enfrentamento mais duro do crime organizado.
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