Ditadura cubana anuncia falta de combustível para aviação
Desabastecimento afeta voos internacionais e amplia isolamento da ilha em meio a sanções e colapso econômico
Por: Redação
09/02/2026 às 09:19

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O regime cubano informou companhias aéreas internacionais que operam na ilha que o país ficará sem combustível de aviação a partir desta segunda-feira (9). O anúncio evidencia o agravamento da crise energética em Cuba e deve afetar diretamente empresas aéreas dos Estados Unidos, da Espanha, do Panamá e do México, principais responsáveis pelas rotas internacionais para a ilha.
A informação foi confirmada por fontes do setor à agência EFE. Até o momento, as companhias afetadas não detalharam como pretendem lidar com o desabastecimento, mas o cenário tende a provocar alterações em rotas, frequências e horários de voos no curto prazo. Em crises anteriores, empresas optaram por incluir escalas técnicas em países vizinhos para reabastecimento, como República Dominicana e México.
Os voos mais impactados são os que ligam Cuba a destinos como Miami, Tampa e Fort Lauderdale, nos Estados Unidos; Madri, na Espanha; Cidade do Panamá; e Cidade do México, Cancún e Mérida. Também devem ser afetadas conexões regulares com Bogotá, Santo Domingo e Caracas.
O regime cubano atribui o desabastecimento ao cerco energético imposto pelos Estados Unidos. Em janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump assinou uma ordem ameaçando impor tarifas a países que forneçam petróleo à ilha, sob o argumento de risco à segurança nacional. A medida intensificou a crise após Washington encerrar, no início do ano, o envio de petróleo venezuelano para Cuba.
A dependência externa é estrutural. O país produz apenas cerca de um terço da energia que consome. Em 2025, aproximadamente 30% das importações de energia vieram da Venezuela, além de volumes menores fornecidos por México e Rússia.
Diante da escassez, o regime anunciou recentemente um plano emergencial que inclui a suspensão da venda de diesel, redução do funcionamento de hospitais e repartições públicas e fechamento temporário de hotéis. As medidas ocorrem em um contexto de seis anos consecutivos de recessão, inflação elevada, falta de itens básicos, apagões frequentes e aumento da migração.
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