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Oposição denuncia novo sequestro na Venezuela horas após libertação de aliado de María Corina
Oposição denuncia novo sequestro na Venezuela horas após libertação de aliado de María Corina
Ex-deputado Juan Pablo Guanipa foi levado por homens armados em Caracas; regime fala em descumprimento de cautelares
Por: Redação
09/02/2026 às 09:32

Foto: Reprodução/X
A oposição venezuelana denunciou neste domingo (8) o sequestro do ex-deputado Juan Pablo Guanipa, aliado da líder oposicionista María Corina Machado, poucas horas depois de ele ter sido libertado após mais de oito meses de prisão. O episódio ocorreu em Caracas e reacendeu críticas internacionais sobre o uso da repressão política pelo regime chavista.
Segundo relatos de familiares e aliados, Guanipa foi abordado por homens fortemente armados, vestidos à paisana, que chegaram em quatro veículos e o levaram à força. María Corina Machado classificou o episódio como um sequestro e relatou a ação em uma publicação nas redes sociais: “Homens fortemente armados, vestidos com roupas civis, chegaram em quatro veículos e o levaram à força.”
O filho mais novo do ex-deputado também reagiu publicamente. Em vídeo divulgado na plataforma X, afirmou: “Meu pai foi novamente sequestrado.”
O regime venezuelano, por sua vez, declarou que buscava autorização judicial para colocar Guanipa em prisão domiciliar, sob a alegação de que o opositor teria descumprido medidas cautelares impostas no momento de sua libertação. As autoridades, no entanto, não detalharam quais teriam sido as violações nem confirmaram oficialmente se ele voltou a ser preso.
Horas antes do ocorrido, Guanipa havia participado de atos públicos e concedido entrevistas a jornalistas e apoiadores, nas quais pediu a libertação de outros presos políticos e classificou o atual governo como ilegítimo. Em uma dessas manifestações, afirmou esperar retomar conversas com María Corina Machado após deixar a prisão.
Organizações de direitos humanos e lideranças oposicionistas afirmam que o regime socialista utiliza detenções arbitrárias e recapturas como instrumentos para sufocar a dissidência. A ONG Foro Penal informou que 383 presos políticos foram libertados desde janeiro, mas alertou que não há transparência sobre os critérios adotados nem garantias de que as solturas sejam definitivas.
O governo venezuelano nega manter presos políticos e sustenta que os detidos cometeram crimes comuns. Ainda assim, a reeleição de Nicolás Maduro em 2024 foi amplamente contestada pela comunidade internacional, sendo considerada fraudulenta por países como Estados Unidos, Argentina e Paraguai, que não reconhecem a legitimidade do atual regime.
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