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Milei diz que aproximação com os EUA é estratégica para reivindicação das Malvinas
Milei diz que aproximação com os EUA é estratégica para reivindicação das Malvinas
Presidente argentino afirma que parceria com Washington fortalece posição diplomática de Buenos Aires e critica declarações da vice-presidente sobre a disputa com o Reino Unido
Por: Redação
04/08/2026 às 07:50

Foto: Tomas Cuesta/Getty Images
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que a aliança com os Estados Unidos representa um elemento estratégico para fortalecer a reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas. Em entrevista à Rádio Mitre, o chefe de Estado declarou que a aproximação com Washington pode ampliar o peso diplomático de Buenos Aires na disputa territorial com o Reino Unido.
Segundo Milei, a nova estratégia internacional dos Estados Unidos reforça a importância de parceiros considerados confiáveis na região. Para o presidente argentino, esse alinhamento poderá contribuir para o objetivo de recuperar a soberania sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul, Sandwich do Sul e as áreas marítimas reivindicadas pela Argentina.
Durante a entrevista, Milei também afirmou que a reivindicação sobre as Malvinas permanece inegociável e declarou acreditar que há avanços no cenário diplomático. O presidente citou a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), embora a própria reportagem ressalte que o organismo internacional, ao longo das últimas décadas, aprovou apenas resoluções não vinculantes e que não houve negociações oficiais entre Argentina e Reino Unido sobre a soberania das ilhas.
O presidente ainda criticou declarações da vice-presidente Victoria Villarruel, que havia comparado uma partida da seleção argentina na Copa do Mundo ao conflito das Malvinas e se referido aos britânicos como "piratas usurpadores" e "invasores". Milei afirmou que as manifestações provocaram desgaste diplomático com Londres e confirmaram contatos entre os dois governos após a repercussão das declarações.
Outro tema abordado foi o projeto Sea Lion, destinado à exploração de hidrocarbonetos em uma área marítima reivindicada pela Argentina e desenvolvido por empresas britânicas e israelenses. Milei informou que o governo argentino apresentou as contestações diplomáticas cabíveis, mas ressaltou que a iniciativa pertence à iniciativa privada e defendeu que o Estado não interfira em atividades empresariais.
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