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Comitiva de senadores vai aos EUA contestar tarifa de Trump, e Eduardo Bolsonaro reage: “Missão fadada ao fracasso”
Comitiva de senadores vai aos EUA contestar tarifa de Trump, e Eduardo Bolsonaro reage: “Missão fadada ao fracasso”
Deputado critica viagem de aliados de Lula e defende que prioridade deveria ser o fim da censura e a liberdade dos presos políticos no Brasil
Por: Redação
23/07/2025 às 08:49

Foto: Reprodução
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou duramente a missão diplomática de senadores brasileiros aos Estados Unidos para tentar reverter a tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros. A comitiva, composta por parlamentares de diferentes partidos — incluindo nomes do PT, como o líder do governo no Senado, Jaques Wagner — busca dialogar com autoridades americanas sobre o chamado “tarifaço”.
Para Eduardo, trata-se de uma “missão fadada ao fracasso”. Em postagem nas redes sociais nesta terça-feira (22), o parlamentar ironizou a iniciativa, afirmando que o governo brasileiro ignora os reais motivos do endurecimento americano: “Buscar interlocução sem que o país tenha feito sequer o gesto mínimo de retomar suas liberdades fundamentais – como garantir liberdade de expressão e cessar perseguições políticas – é vazio de legitimidade.”
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro classificou a viagem como “desrespeitosa” diante da clareza da carta de Donald Trump, que teria sinalizado os caminhos esperados dos brasileiros para restabelecer o diálogo. Para ele, a única solução realista seria uma “anistia ampla, geral e irrestrita” aos que foram perseguidos por suas opiniões ou por protestos contra o atual governo.
Eduardo ainda destacou o “constrangimento” de ver senadores ligados ao PT — partido de Lula — encabeçando uma tentativa de negociação com os EUA. “Lula sistematicamente adota posturas hostis aos americanos, e agora envia aliados em busca de favores”, criticou.
A comitiva brasileira é composta pelos senadores Nelsinho Trad (PSD-MS), Tereza Cristina (PP-MS), Marcos Pontes (PL-SP), Jaques Wagner (PT), Esperidião Amin (PP-SC), Rogério Carvalho (PT-SE), Fernando Farias (MDB-AL) e Carlos Viana (Podemos-MG).
Exilado informalmente nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro permaneceu no país por 122 dias com licença parlamentar. Durante o período, se encontrou com conservadores e buscou apoio contra o que chamou de autoritarismo no Brasil. Mesmo com o fim oficial da licença no último domingo (20), o deputado pretende permanecer nos EUA enquanto for politicamente viável.
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