Assessor do PSOL com papel central na ocupação do prédio do Itaú em SP
A ação se estendeu por cerca de duas horas e meia
Por: Redação
03/07/2025 às 19:56

Foto: Divulgação
Um advogado ligado ao PSOL se destacou como porta-voz durante a ocupação da sede do Itaú BBA, na Faria Lima, nesta quinta-feira, por ativistas da Frente Povo Sem Medo e do MTST, que exigiam a taxação de bilionários, bancos e casas de apostas.
O profissional em questão é Felipe Vono, assessor parlamentar da deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP) na Assembleia Legislativa paulista, que naquele momento exercia suas funções. Conforme documentos oficiais, ele recebe remuneração mensal de R$ 10.267,51 como servidor do gabinete.
Segundo relato da PM de São Paulo, cerca de 50 manifestantes ocuparam o saguão do prédio — embora a organização mobilizasse aproximadamente 300 pessoas. A ação se estendeu por cerca de duas horas e meia.
Durante o protesto, Vono afirmou que sua presença foi legal e compatível com suas funções como advogado, e enfatizou que o objetivo era chamar atenção para a necessidade de reforma tributária focada na justiça fiscal, sobretudo contra as grandes fortunas, afirmando que o prédio do Itaú, “o mais caro do país”, simboliza as disparidades do sistema.
A ocupação visava pressionar o Congresso Nacional e apoiar a campanha conhecida como “Taxação BBB” — sigla que reúne bilionários, bancos e bets — que busca isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e aumento da tributação sobre os muito ricos.
A deputada Ediane Maria, por intermédio de sua assessoria, esclareceu que Vono atuou no protesto na condição de advogado, para garantir que o ato transcorresse de forma pacífica, e que sua atuação como assessor parlamentar não conflita com sua participação no evento.
A ocupação foi encerrada após a chegada da polícia. Entretanto, o episódio reacendeu o debate sobre a atuação de assessores parlamentares em movimentos sociais e o uso de bens públicos em atividades políticas. A Frente Povo Sem Medo já convocou nova manifestação para 10 de julho, na Avenida Paulista, como continuidade das mobilizações contra as disparidades fiscais e sociais
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