Brasil permanece entre os países mais corruptos do mundo
Índice da Transparência Internacional aponta segunda pior nota histórica do país e cita casos envolvendo Judiciário e sistema financeiro
Por: Redação
10/02/2026 às 09:20

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Brasil ficou na 107ª posição entre 182 países avaliados no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, divulgado pela ONG Transparência Internacional. Com 35 pontos, o país registrou a segunda pior nota de sua história, mantendo-se entre as nações com pior avaliação em integridade pública no cenário internacional.
A pontuação do IPC varia de 0 a 100 — quanto maior o número, melhor a percepção de combate à corrupção. O desempenho brasileiro permanece abaixo da média global e da média das Américas, ambas fixadas em 42 pontos. Em 2024, o Brasil havia obtido 34 pontos; a variação de um ponto foi considerada estatisticamente irrelevante pela entidade.
Países como Argentina, Belize e Ucrânia ficaram à frente do Brasil no ranking, enquanto Dinamarca, Finlândia e Cingapura lideraram a lista, com as melhores avaliações. Somália e Sudão do Sul ocuparam as últimas posições.
O relatório da Transparência Internacional cita o caso do Banco Master, classificado como a “maior fraude bancária já registrada no país”, e menciona o envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Segundo a ONG, a investigação é marcada por sigilo excessivo e levanta dúvidas quanto à transparência e à condução do processo.
No relatório Retrospectiva 2025, divulgado junto ao IPC, a organização alerta para o avanço do crime organizado sobre estruturas do Estado, com infiltração em setores como o sistema financeiro e escritórios de advocacia. O documento afirma que há sinais de captura institucional por interesses ilícitos e cobra medidas urgentes para conter o problema.
A Transparência também defende a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso Banco Master, além de recomendar maior rigor na escolha de dirigentes de agências reguladoras, investigação de desvios em emendas parlamentares e respeito às decisões que declararam inconstitucional o chamado Orçamento Secreto.
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